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TJPE nega pedido de arquivamento parcial de investigação contra Gusttavo Lima na Integration

A solicitação veio do MPPE e o órgão argumentou que a regulamentação das apostas esportivas online elimina a caracterização de lavagem de dinheiro nesse segmento.

Gabriel Alves

05 de dezembro de 2024 às 10:10   - Atualizado às 10:33

Gusttavo Lima.

Gusttavo Lima. Foto: Reprodução/Instagram

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) rejeitou o pedido de arquivamento parcial da Operação Integration, que apura um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado a sites de apostas, envolvendo o cantor Gusttavo Lima. A decisão foi da juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, que também determinou o envio do caso ao procurador-geral de Justiça de Pernambuco para análise.

A investigação da Polícia Civil de Pernambuco apontou que Gusttavo Lima negociou a venda de uma aeronave Cessna Aircraft 560XLS com a HSF Entretenimento e Promoção de Eventos, associada à Esportes da Sorte. Posteriormente, a mesma aeronave foi vendida ao proprietário da casa de apostas Vai de Bet, com sede em Campina Grande.

Apesar de o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ter argumentado que não houve ocultação de valores por parte do cantor durante as transações, a juíza ressaltou indícios relevantes que justificam a continuidade das apurações. Em despacho assinado na quarta-feira, 4 de dezembro, a magistrada destacou que as conexões entre os envolvidos, as datas das negociações e os montantes envolvidos sugerem possíveis práticas ilícitas.

Além de recusar o arquivamento, a juíza decidiu que todo o material da investigação fosse encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio Matos de Carvalho, responsável pelo comando do MPPE.

O MPPE havia solicitado também o arquivamento parcial relacionado ao indiciamento de suspeitos vinculados a crimes de lavagem de dinheiro provenientes de apostas on-line. A investigação, que é parte da Operação Integration, levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra e ao indiciamento de Gusttavo Lima.

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou o arquivamento da denúncia envolvendo o cantor Gusttavo Lima na venda e devolução de uma aeronave para o empresário Darwin Henrique da Silva, da Esportes da Sorte. A investigação faz parte da Operação Integration, que apura lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e a apostas esportivas online.

Negociação sem indícios de crime

O MPPE justificou o pedido de arquivamento alegando que não há provas que indiquem o envolvimento de Gusttavo Lima em atividades ilícitas. A negociação da aeronave, um Cessna Aircraft modelo 560XLS, ocorreu entre a empresa do cantor, HSF Entretenimento e Promoção de Eventos, e a Esportes da Sorte.

Segundo o MPPE, a transação foi documentada e as movimentações bancárias registradas, o que descarta qualquer indício de ocultação ou dissimulação de bens ou valores. Além disso, não há provas de que o cantor tinha conhecimento de que os recursos usados na compra poderiam ter origem ilícita.

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