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Operação mira "atacadistas" de drogas em Pernambuco e descobre PM informante dos criminosos

O agente identificado vazava dados sigilosos de operações para alertar líderes do tráfico. Os criminosos atuavam em Caruaru e Bezerros, assim como em Teresina, no Piauí.

Gabriel Alves

04 de dezembro de 2025 às 11:29   - Atualizado às 11:29

Armas, dinheiro e munição apreendidos pela Operação.

Armas, dinheiro e munição apreendidos pela Operação. Foto: MPPE/Divulgação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira, 4 de dezembro, uma operação nos Estados de Pernambuco e Piauí visando desmantelar uma estrutura criminosa especializada no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas de fogo.

A ação cumpre, ao todo, 23 mandados judiciais, sendo 11 de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nos dois Estados, com atividade principal nas cidades de Caruaru e Bezerros, em Pernambuco, e Teresina, no Piauí.

A Operação conta ainda com o apoio do Gaeco do MP do Piauí, das Polícias Civil, Militar e Penal, além da Polícia Judiciária Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco.

As investigações identificaram uma organização criminosa violenta, voltada à comercialização de armas e drogas. O grupo atuava como distribuidor "atacadista" de drogas, coordenando o armazenamento e o abastecimento de pontos de venda na região, além de operar um fluxo de compra, venda e manutenção de armamentos e munições.

A operação identificou que um policial militar agia como informante do grupo, vazando dados sigilosos de operações policiais para alertar os líderes do tráfico sobre ações de inteligência em andamento.

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Os crimes investigados são de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Mais detalhes sobre o resultado da operação serão disponibilizados em entrevista coletiva a ser realizada na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru.

Da redação do Portal com informações do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Investigação do MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para investigar o contrato de locação de um imóvel na Avenida Aníbal Benévolo, nº 769, no bairro de Água Fria, firmado pela Prefeitura do Recife na gestão do prefeito João Campos. O prédio, que deveria servir como nova sede da Secretaria de Educação do Recife, segundo denúncias de moradores, não teria sido utilizado desde o início do contrato, em agosto de 2023.

O contrato de locação, com vigência de 60 meses e valor total de R$ 430 mil, é alvo de investigação da 27ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania (Patrimônio Público). A abertura do inquérito foi motivada por uma Notícia de Fato registrada na Ouvidoria do MPPE em janeiro de 2025, que apontava a ausência de uso efetivo do imóvel e possíveis irregularidades administrativas.

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