Pernambuco, 24 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

MPPE recomenda que Prefeitura de Joaquim Nabuco adote medidas contra o nepotismo na gestão

O descumprimento injustificado implicará na adoção das medidas necessárias à sua implementação, inclusive com a responsabilização daqueles que contribuírem para o desobediência.

Ricardo Lélis

17 de maio de 2025 às 17:08   - Atualizado às 17:08

Prefeita Márcia Barreto

Prefeita Márcia Barreto Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Palmares, emitiu uma recomendação à Prefeitura de Joaquim Nabuco, na Zona da Mata do Estado, com o objetivo de orientar os gestores públicos a coibir a prática do nepotismo no município.

Por meio da recomendação, a Promotora de Justiça Regina de Almeida reforçou que a gestão municipal deve se abster de nomear para cargos públicos comissionados pessoas com relação de parentesco consanguíneo ou por afinidade até o terceiro grau com a prefeita, vice-prefeito, secretários municipais, procurador-geral do município ou qualquer outro servidor que ocupe cargo de direção, chefia ou assessoramento.

“O vínculo familiar com agentes públicos é incompatível com o conjunto de normas éticas abraçadas pela sociedade brasileira, as quais estão albergadas pelo princípio constitucional da moralidade administrativa, sendo a sua prática repudiada pela Constituição de 1988”, apontou a Promotora de Justiça, no texto da recomendação.

A abstenção das nomeações deve se estender, também, para circunstâncias que caracterizem o ajuste de nomeações recíprocas para burlar a proibição ao nepotismo, prática popularmente conhecida como “nepotismo cruzado”.

Em caso de nomeação de agentes políticos com relação de parentesco, a Prefeitura de Joaquim Nabuco deverá atender os critérios legais de nomeação, como verificar se a pessoa nomeada possui qualificação técnica para o exercício do cargo, bem como atestar a sua idoneidade moral. 

O descumprimento injustificado da recomendação implicará na adoção das medidas necessárias à sua implementação, inclusive com a responsabilização daqueles que contribuírem para o descumprimento.

Nova recomendação do MPPE

A Promotoria de Justiça do Ministério Público Pernambuco (MPPE), em Joaquim Nabuco, emitiu a Recomendação Nº 001/2023-PJ, direcionada ao então Prefeito Charles Batista e ao Secretário de Gestão de Pessoal do Município, Hélio Rodrigues. 

Assinado pelo Promotor de Justiça Rômulo Siqueira França, o documento destacava a necessidade de correção de possíveis irregularidades relacionadas à ocupação de cargos públicos na cidade, incluindo o superdimensionamento de servidores comissionados e a falta de transparência nas informações. 

Entre as medidas recomendadas pelo MPPE, a Prefeitura de Joaquim Nabuco deveria elaborar uma proposta de nova estrutura para cargos e funções que o município dispõe atualmente; se abster de realizar novas admissões de servidores sem que haja certame; e realizar concurso público, se for o caso, a fim de viabilizar o provimento de cargos efetivos.

Ministério Público de Pernambuco

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

08:31, 24 Out

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Equipamentos disponíveis para doação do MPPE
Equipamentos

MPPE abre edital para doação de 1.599 bens; saiba como se inscrever

Entre os itens classificados estão móveis, equipamentos de informática, aparelhos de telefonia e sistemas de climatização.

MPPE recomenda medidas para evitar falhas tributárias no instituto de previdência do Cabo
Cumprimento

MPPE recomenda medidas para evitar falhas tributárias no instituto de previdência do Cabo

O objetivo é prevenir novas falhas no recolhimento de impostos e no cumprimento das obrigações fiscais.

Menino morreu afogado em parque aquático em Olinda
Decisão

Justiça torna mãe, dono de parque e duas salva-vidas rés por morte de menino afogado em parque aquático de Olinda

Ao receber a denúncia, a magistrada considerou que existem indícios suficientes de autoria e elementos informativos que justificam o início da ação penal aos quatros.

mais notícias

+

Newsletter