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MPPE dá 48h para que Santa Cruz, Sport e Náutico cortem laços publicamente com torcidas organizadas

A medida foi definida durante uma reunião realizada com a participação dos dirigentes dos clubes, da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), além de representantes da SDS e PMPE.

Ricardo Lélis

03 de fevereiro de 2025 às 21:44   - Atualizado às 21:44

Atos de violência entre torcidas organizadas no Recife

Atos de violência entre torcidas organizadas no Recife Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estabeleceu um prazo de 48 horas para que os presidentes de Náutico, Sport e Santa Cruz rompam qualquer vínculo com as principais torcidas organizadas e formalizem a decisão por meio de uma publicação oficial.  

A medida foi definida durante uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 3 de janeiro, com a participação dos dirigentes dos clubes, da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), além de representantes da Secretaria de Defesa Social (SDS) e da Polícia Militar.  

"O Ministério Público irá atuar independente de agradar ou desagradar alguém. O que o MPPE pede é muito pouco. Primeiro que os clubes se dissociem dessas torcidas organizadas, pois não tem nenhum cabimento você ter uma torcida organizada que tem CEP, CNPJ e sede. Isso é a falência do Estado. E o Estado não ficará nas mãos desses vândalos, que na verdade são bandidos. Os clubes se comprometeram a fazer isso, dentro das limitações deles", afirmou o subprocurador-geral de Justiça em Assuntos Institucionais do MPPE, Renato da Silva Filho.  

Apesar da abertura para diálogo demonstrada durante a reunião, o subprocurador-geral ressaltou que isso "não significa que o MPPE vai abrir mão das investigações e medidas judiciais que devam ser adotadas", uma vez que a violência das torcidas organizadas é um problema antigo e cada vez mais preocupante.  

O coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do MPPE e do Centro de Apoio Operacional à Atuação Criminal (CAO Criminal), Antônio Aroxelas, destacou que as torcidas organizadas dos três principais clubes já foram extintas por decisão judicial, mas apenas mudaram de nome e CNPJ.  

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"São as mesmas pessoas, os mesmos cânticos de guerra, mesmos modos de agir, mesmas revanches. Os clubes não podem aceitar essas pessoas em suas casas, suas festas, comemorações e dirigentes não devem tirar fotos com elas", alertou Aroxelas.  

Os clubes também deverão apresentar ao MPPE um relatório das providências tomadas para cumprir o acordo firmado em 2024, cujo objetivo é combater episódios de violência nos dias de jogos.

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