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MPPE denuncia casal que barrou personal em banheiro feminino após acusá-la, por engano, de ser trans

O órgão também solicitou que, em caso de condenação, os acusados sejam obrigados a pagar uma indenização de R$ 20 mil.

Everthon Santos

13 de agosto de 2025 às 09:22   - Atualizado às 09:22

MPPE denuncia casal que barrou personal em banheiro feminino após acusá-la, por engano, de ser trans.

MPPE denuncia casal que barrou personal em banheiro feminino após acusá-la, por engano, de ser trans. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apresentou denúncia contra um casal acusado de impedir que a personal trainer e fisiculturista Kely Moraes, de 45 anos, usasse o banheiro feminino de uma academia em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

O episódio aconteceu em maio deste ano e ganhou repercussão após a vítima afirmar ter sido confundida com uma mulher trans.

De acordo com a investigação, a personal trainer registrou o momento em que Karolaine Klecia da Silva e Marcos Aurélio Mendes Leite barraram a entrada dela no banheiro. O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil de Pernambuco, que concluiu que houve crime de injúria transfóbica.

O Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a injúria transfóbica à injúria racial, considerada uma forma de racismo. Isso significa que, em caso de condenação, a pena pode seguir os mesmos parâmetros aplicados a crimes de discriminação racial.

A denúncia do MPPE reforça que a conduta do casal violou a dignidade da vítima e a impediu de exercer um direito básico de acesso a um espaço público de uso exclusivo de mulheres.

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O órgão também solicitou que, em caso de condenação, os acusados sejam obrigados a pagar uma indenização de R$ 20 mil a Kely Moraes, como reparação pelos danos morais.

Relembre

Kely Moraes foi abordada por uma aluna da academia que a atacou verbalmente. Na sequência, um homem se juntou à agressora, bloqueando a entrada do local e tentando impedir que a profissional utilizasse o banheiro.

Parte da confusão foi registrada em vídeo pela própria vítima. Nas imagens, é possível ouvir a aluna exigindo que Kely apresentasse sua identidade, enquanto o homem, que aparece segurando uma garrafa rosa, sugere que ela use o banheiro do andar de baixo, alegando ser um espaço “inclusivo”. Kely, então, questiona: “porque eu sou o quê?”, e recebe como resposta: “é inclusa, é inclusiva, lá embaixo”. Ao tentar acessar o banheiro, ela foi fisicamente impedida pelos dois.

De acordo com Kely, essa não foi a primeira vez que sua identidade de gênero foi questionada por conta do porte físico, resultado da prática do fisiculturismo.

Após o episódio, ela foi acolhida por funcionários da unidade, que a acompanharam até a Delegacia de Boa Viagem para registrar um boletim de ocorrência.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como constrangimento ilegal, vias de fato e ameaça. Um inquérito foi instaurado e as investigações seguem em andamento “até a completa elucidação dos fatos”.

O caso aconteceu em uma unidade da rede Selfit, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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