Mozart Júlio Tabosa Sales e Lula. Foto: Divulgação
O médico Mozart Júlio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, teve o visto americano revogado pelo governo dos Estados Unidos.
A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 13 de agosto, pelo secretário de Estado Marco Rubio, foi justificada pela participação de Mozart na execução do programa Mais Médicos, em parceria com Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre 2013 e 2018.
Antes de ocupar cargos de destaque no governo federal, Mozart Sales teve trajetória na política municipal de Pernambuco. Em 2004, foi eleito vereador do Recife pelo Partido dos Trabalhadores (PT), legenda à qual é filiado.
Durante seu mandato, entre 2005 e 2008, presidiu a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e foi responsável por importantes iniciativas, como o projeto que ampliou para 180 dias a licença-maternidade das servidoras do município.
Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco (FESP/UPE), Mozart teve forte atuação no setor público de saúde.
Ingressou no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), foi aprovado em concurso para o Instituto de Medicina Legal (IML) e acumulou experiência como dirigente de entidades médicas, como a Associação Nacional de Médicos Residentes.
Sua passagem pelo Ministério da Saúde teve início em 2011, como chefe de gabinete do então ministro Alexandre Padilha.
Depois, assumiu a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, onde liderou a implementação de diversos programas, entre eles o Mais Médicos, que se tornou foco da medida adotada pelos EUA.
A revogação do visto, que também atingiu o ex-funcionário do governo Alberto Kleiman, reacende polêmicas em torno da parceria firmada com Cuba no contexto do Mais Médicos.
Segundo Marco Rubio, aliado de Trump, o programa Mais Médicos representam uma forma de "trabalho forçado exportado pelo regime cubano".
De acordo com a coluna de Igor Gadelha, a medida norte-americana também tem um tom de ajuste de contas pessoal, já que o atual chefe da diplomacia dos EUA é filho de imigrantes cubanos.
"O Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de 'médicos' estrangeiros", afirmou o secretário, citando a Organização PanAmericana da Saúde.
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