Jair Bolsonaro ao lado de Mourão. Foto: Bruno Batista /VPR
O ex-vice-presidente e atual senador do Brasil, General Hamilton Mourão (Republicanos-RS), durante a audiência da Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira, 15 de julho, criticou as tarifas de 50% impostas às importações de produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não aceita que o norte-americano se meta no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (veja vídeo abaixo).
"Não aceito que o Trump venha meter o bedelho em um caso que é interno nosso”, disse Mourão. "Há uma injustiça sendo praticada contra o presidente Bolsonaro? Há uma injustiça sendo praticada, mas compete a nós brasileiros resolvermos isso."
"Da mesma forma, caros colegas, que não aceito que o Macron, que a Greta Thunberg, que o Leonardo DiCaprio, venham meter a mão em coisas aqui do Brasil", afirmou o senador.
Para Mourão "a estratégia que o presidente Trump vem adotando, é uma estratégia que vai terminar por prejudicar os interesses das nações americanas".
Em carta divulgada na noite de domingo, 13 de julho, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirma que a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil teve como fundamento uma “compreensão imprecisa dos fatos” e que “no Brasil de hoje, não se persegue ninguém”.
Ao impor a tarifa, em carta enviada ao presidente Luís Inácio Lula da Silva na semana passada, Trump justificou a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
Ele também destacou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos e que atingem empresas de tecnologia norte-americanas.
Na resposta publicada neste domingo, Barroso disse considerar seu dever fazer “uma descrição factual e objetiva da realidade”. O ministro fez um apanhado de diversas tentativas de golpe de Estado ao longo da história brasileira e, em seguida, apresentou fatos ocorridos desde 2019 que indicou uma nova ameaça à democracia.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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