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Moraes manda prender ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, por acessar o LinkedIn

Para o ministro, a conduta representou violação direta das condições impostas pela Justiça.

Redação

02 de janeiro de 2026 às 08:33   - Atualizado às 08:33

Alexandre de Moraes e Filipe Martins.

Alexandre de Moraes e Filipe Martins. Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 2 de janeiro, o ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva que revogou a prisão domiciliar concedida ao investigado no fim de dezembro.

A ação ocorreu na residência de Filipe Martins e contou com a atuação de três agentes da Polícia Federal, conforme informação publicada pelo colunista Fábio Zanini, da Folha de S.Paulo. Logo após o cumprimento da ordem judicial, os policiais conduziram o ex-assessor até um presídio da cidade, onde ele passou a permanecer à disposição da Justiça.

Filipe Martins cumpria prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro. O Supremo Tribunal Federal autorizou a medida mediante o cumprimento de uma série de restrições. Entre essas determinações, a Corte proibiu o acesso do investigado a redes sociais, plataformas digitais e qualquer tipo de atividade online que pudesse violar as medidas cautelares impostas.

O ministro Alexandre de Moraes decidiu converter a prisão domiciliar em prisão preventiva após apontar indícios de descumprimento das regras estabelecidas. Segundo o despacho, Filipe Martins teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn durante o período em que deveria permanecer afastado de ambientes digitais. Para o magistrado, a conduta representou violação direta das condições impostas pela Justiça.

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A decisão destacou que o cumprimento rigoroso das medidas cautelares garante a efetividade das decisões judiciais. O ministro avaliou que o descumprimento, ainda que pontual, compromete a confiança na aplicação da prisão domiciliar como alternativa à prisão em regime fechado.

Filipe Martins integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e atuou como assessor especial para assuntos internacionais. O nome do ex-assessor passou a figurar entre os investigados após as eleições presidenciais de 2022, quando autoridades identificaram articulações para contestar o resultado das urnas e impedir a posse do presidente eleito.

A Justiça condenou Filipe Martins por participação na tentativa de golpe de Estado relacionada ao período pós-eleitoral. O processo apontou a colaboração com a chamada “minuta golpista”, um documento que previa medidas institucionais para questionar o resultado das eleições. A investigação considerou que o conteúdo do texto buscava criar respaldo jurídico para ações que confrontariam o sistema democrático.

Mesmo com a condenação, Filipe Martins ainda não iniciou o cumprimento definitivo da pena. A defesa apresentou recursos, que seguem em análise pelas instâncias judiciais competentes. Enquanto os recursos não se esgotam, a Justiça mantém a aplicação de medidas cautelares para assegurar o andamento do processo.

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