Bolsonaro e Filipe Martins. Foto: Divulgação
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 2 de janeiro, o ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Os agentes conduziram Filipe Martins até um presídio da cidade poucas horas depois do cumprimento do mandado de prisão preventiva, que revogou a prisão domiciliar concedida no fim de dezembro.
Segundo informações publicadas pelo colunista Fábio Zanini, da Folha de S.Paulo, três agentes da Polícia Federal cumpriram a ordem judicial diretamente na residência de Filipe Martins. Após a detenção, os policiais levaram o ex-assessor para uma unidade prisional da região, onde ele passou a aguardar novas decisões da Justiça.
Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro. O Supremo havia autorizado a medida com uma série de restrições, entre elas a proibição de acesso a redes sociais e plataformas digitais. A decisão que determinou a nova prisão teve como base a suspeita de descumprimento dessas medidas cautelares.
De acordo com o despacho do ministro Alexandre de Moraes, Filipe Martins teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn durante o período em que deveria permanecer afastado de qualquer tipo de atividade online. Para o magistrado, a conduta indicou violação direta das regras impostas pela Justiça, o que justificou a conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva.
O Filipe Martins atuou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e se tornou um dos nomes investigados após as eleições presidenciais de 2022. A Justiça condenou Filipe Martins por participação na tentativa de golpe de Estado, relacionada a articulações que buscavam impedir a posse do presidente eleito. Entre os pontos citados no processo está a colaboração com a chamada “minuta golpista”, documento que previa medidas para questionar o resultado das urnas.
Filipe Martins nega qualquer envolvimento em ações ilegais e também contesta a acusação de ter participado da elaboração ou difusão do documento.
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Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro.
Também foram instaurados 13 inquéritos policiais e lavrados 64 termos circunstanciados de ocorrência.
A nota da legenda aponta que o senador foi vitorioso no primeiro turno e acusa o presidente petista de ter ampliado gastos públicos para sair vitorioso na disputa.
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