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Clarissa Tércio lamenta prisão de Filipe Martins: 'escancara a perseguição política'

A deputada utilizou as redes socais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Ricardo Lélis

27 de dezembro de 2025 às 17:13   - Atualizado às 17:13

Filipe Martins e Clarissa Tércio.

Filipe Martins e Clarissa Tércio. (Fotos: Divulgação e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Clarissa Tércio (PL-PE) utilizou as redes sociais neste sábado, 27 de dezembro, para criticar a prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

"Inaceitável. A Polícia Federal prende Filipe Martins e impõe prisão domiciliar. Mais um abuso que fere o Estado de Direito e escancara a perseguição política no Brasil", escreveu a parlamentar.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A decisão do magistrado ocorre após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e um dos condenados pelo STF.

Em uma rede social, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, informou que os policiais federais compareceram à casa do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná, para efetivar a medida de prisão domiciliar.

O advogado considera a prisão como "abusiva", por não atender os critérios do direito penal.

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“Não há nenhum indício concreto de risco de fuga e, como qualquer leigo sabe, a Constituição proíbe punir uma pessoa por atos de terceiros”, afirmou. 

Filipe Martins e Silvinei Vasques integram o Núcleo 2 da trama golpista. Martins foi condenado a 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado e multa, e Vasques a 24 anos e 6 meses, sendo 22 anos de reclusão, também em regime fechado.

Além do Paraná, a PF informou que as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército em parte das diligências.

Além de Filipe Martins, outros nove são alvo das ordens de prisão domiciliar. Veja quais abaixo:

  • Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
  • Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

A PF informou ainda que, além da prisão domiciliar, o STF ordenou medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.

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