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Moraes autoriza soltura de 11 presos pelo 8/1 após liberar mulher que pichou "perdeu mané"

Após forte pressão popular, Débora Rodrigues dos Santos, passa a cumprir prisão domiciliar.

Gabriel Alves

03 de abril de 2025 às 09:20   - Atualizado às 09:56

Alexandre de Moraes e envolvidos no 8 de janeiro.

Alexandre de Moraes e envolvidos no 8 de janeiro. Fotos: Fellipe Sampaio/STF e Marcelo Camargo/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a soltura de mais 11 presos detidos pelos atos de 8 de janeiro. A decisão ocorre após a liberação de Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua da Justiça e recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar após forte pressão popular. Até então, apenas uma pessoa havia sido solta este ano.

As liberações foram concedidas entre a última sexta-feira, 28 de março e terça-feira, 1º de abril. Entre os beneficiados está o empresário Leonardo Henrique Maia Gontijo, de 34 anos, condenado a um ano de prisão, pena que pode ser convertida em medidas alternativas. No entanto, ele foi preso por descumprir a determinação de não sair da comarca, mudando-se de Belo Horizonte para Viçosa, segundo informações da Folha de S.Paulo.

Após três meses foragido, ele foi localizado e detido. Posteriormente, recebeu condenação por associação criminosa e incitação ao crime. Sua pena foi substituída por serviços comunitários e um curso do Ministério Público Federal sobre democracia.

Outro beneficiado foi o professor de artes marciais Isaias Ribeiro Serra Júnior, de 24 anos. Condenado a um ano de prisão, ele teve a pena convertida em outras medidas, mas voltou à cadeia em junho do ano passado após deixar a bateria da tornozeleira eletrônica acabar 17 vezes.

Reginaldo Silveira, de 60 anos, também foi preso por associação criminosa e incitação ao crime ao acampar em frente ao quartel-general do Exército. Ele ficou detido entre 19 de janeiro e 10 de março de 2023, mas retornou à prisão em julho de 2024 após 73 ocorrências relacionadas à tornozeleira eletrônica. Sua soltura ocorreu nesta segunda-feira (1º), e agora ele aguarda julgamento.

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O adestrador de cães Kenedy Martins Colvello, de 29 anos, condenado à mesma pena, também teve sua prisão convertida em medidas alternativas na última sexta-feira (28). Ele estava preso desde janeiro por ter ficado seis dias consecutivos fora de casa, mas seus advogados alegaram que a ausência foi motivada por compromissos de trabalho.

Já o professor aposentado Jaime Junkes, de 68 anos, recebeu autorização para prisão domiciliar. Condenado a 14 anos de detenção, ele enfrenta um câncer de próstata e problemas cardíacos, o que justificou a mudança no regime de cumprimento da pena.

Da redação do Portal com informações da Folha de S.Paulo.

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