Cabo Daciolo volta às eleições e diz que vai disputar a presidência em 2026 Foto: Divulgação
O partido Mobiliza anunciou que não terá candidatura própria à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão da direção nacional da legenda inviabiliza a participação do ex-deputado federal e pastor Cabo Daciolo na corrida pelo Palácio do Planalto.
De acordo com o partido, a sigla optou por manter uma posição de neutralidade durante o primeiro turno e não integrará coligações para a disputa presidencial.
Cabo Daciolo havia se filiado ao Mobiliza em abril deste ano com o objetivo de construir sua pré-candidatura à Presidência. Após a decisão, o ex-parlamentar demonstrou insatisfação e afirmou ter sido surpreendido pela definição da direção partidária.
"Para que parar de fazer campanha agora? Estamos subindo nas pesquisas. Estou muito decepcionado", declarou Daciolo em entrevista.
Nas redes sociais, o ex-deputado publicou uma nota criticando a posição adotada pelo Mobiliza. Em sua manifestação, Daciolo afirmou que a decisão interrompeu o projeto político que vinha sendo construído nos últimos meses.
O político também utilizou referências religiosas ao comentar o assunto e afirmou que continuará defendendo suas posições, apesar de não disputar a Presidência da República neste ano.
Segundo levantamento do instituto Ipos-Ipec citado pela imprensa, Cabo Daciolo aparecia com 1% das intenções de voto válidos para a eleição presidencial.
Caso sua candidatura fosse confirmada, esta seria a segunda vez que Cabo Daciolo disputaria a Presidência da República. Em 2018, quando concorreu pelo Patriota, ele recebeu 1.348.323 votos, o equivalente a 1,26% dos votos válidos, terminando a disputa na sexta colocação.
A decisão do Mobiliza encerra, ao menos neste momento, a possibilidade de o ex-deputado participar da eleição presidencial de 2026.
Com a decisão de não lançar candidato ao Palácio do Planalto, o Mobiliza deve concentrar seus esforços nas disputas estaduais e proporcionais, priorizando candidaturas para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e governos estaduais.
A legenda ainda não anunciou se apoiará algum candidato à Presidência em um eventual segundo turno.
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