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Ministra do STM nomeada por Lula teria recebido R$ 700 mil de empresa fantasma, diz Site

Reportagem atribui pagamentos a escritório da ministra Verônica Sterman antes de sua nomeação; caso envolve investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Portal de Prefeitura

03 de julho de 2026 às 16:21   - Atualizado às 16:25

Lula e Verônica Abdalla.

Lula e Verônica Abdalla. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Abdalla Sterman, indicada ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, foi citada em uma reportagem publicada pelo Diário do Poder, que aponta o recebimento de cerca de R$ 700 mil por um escritório de advocacia ligado à magistrada, ainda no período em que atuava como advogada.

Segundo o veículo, os valores teriam sido pagos por uma empresa que é alvo de investigações e apontada como parte de uma estrutura suspeita de movimentação financeira irregular e possível uso de “laranjas” em operações de lavagem de dinheiro.

A reportagem afirma que os repasses teriam ocorrido entre o fim de 2024 e o início de 2025, antes da nomeação de Sterman para o STM. Os pagamentos, de acordo com o levantamento citado, teriam sido feitos em parcela única ao escritório da então advogada.

Empresa é citada em investigações financeiras

De acordo com o conteúdo publicado pelo Diário do Poder, a empresa mencionada nas transações integra um conjunto de companhias investigadas por órgãos de controle financeiro e policiais, incluindo relatórios de inteligência financeira que apontariam movimentações consideradas atípicas.

Ainda segundo a reportagem, investigações em curso citariam suspeitas de uso de terceiros na constituição formal da empresa, além de movimentações financeiras expressivas que chamaram a atenção de autoridades.

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O material também menciona que a empresa teria sido associada a outras companhias sob investigação em operações relacionadas a fraudes e lavagem de dinheiro, sem que haja, até o momento, condenação judicial definitiva.

Escritório teria prestado serviços jurídicos

A ministra, segundo a reportagem, afirmou que os valores recebidos estariam relacionados à prestação de serviços jurídicos e elaboração de pareceres. No entanto, o levantamento citado pelo Diário do Poder afirma não ter localizado processos judiciais diretamente vinculados à atuação do escritório no caso específico da empresa mencionada.

O texto também aponta que situações semelhantes teriam ocorrido com outros profissionais do meio jurídico que prestaram serviços a empresas posteriormente investigadas, sem que isso implique, por si só, irregularidade comprovada.

Caso envolve investigação em andamento

O episódio ganha repercussão por envolver uma integrante de tribunal superior e uma empresa citada em investigações financeiras mais amplas. Até o momento, não há decisão judicial que comprove irregularidades relacionadas diretamente à ministra.

As informações são baseadas na reportagem publicada pelo Diário do Poder, que cita documentos, depoimentos e relatórios de investigação em andamento.

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