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Ministra de LULA, Cida Gonçalves, é acusada de ASSÉDIO e caso é enviado à Comissão de Ética

Os relatos, feitos inicialmente em outubro de 2024, indicam atitudes hostis, ameaças de demissão e cobranças excessivas de trabalho.

Cami Cardoso

22 de janeiro de 2025 às 12:58   - Atualizado às 13:28

MINISTRA DAS MULHERES, Cida Gonçalves é acusada de ASSÉDIO e caso é enviado à Comissão de Ética

MINISTRA DAS MULHERES, Cida Gonçalves é acusada de ASSÉDIO e caso é enviado à Comissão de Ética Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal enfrenta uma nova crise interna, com denúncias de assédio moral envolvendo a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. As acusações, que foram feitas por servidoras da pasta, foram enviadas pela Controladoria Geral da União (CGU) à Comissão de Ética da Presidência. Os relatos, feitos inicialmente em outubro de 2024, indicam atitudes hostis, ameaças de demissão e cobranças excessivas de trabalho, que, segundo as denunciantes, criaram um ambiente de pressão constante.

Este novo embate surge em um contexto delicado para o governo, que enfrenta uma série de tensões na Esplanada dos Ministérios. Além da pressão por entregas rápidas, as polêmicas envolvendo o monitoramento das transações via Pix e a crise de comunicação têm gerado estresse e disputas internas, o que resultou em um número crescente de denúncias nos últimos meses.

O Ministério das Mulheres, em nota oficial, contestou a ausência de registros formais de denúncia nos canais internos da Corregedoria e defendeu as medidas preventivas adotadas em 2024, como as capacitações sobre prevenção ao assédio. A pasta ressaltou que 62% de seus servidores foram treinados sobre os direitos e condutas a serem seguidas, e garantiu que apoiará qualquer investigação externa que venha a ser aberta.

O caso, que também envolve a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guarezi, está vinculado a disputas internas e, em especial, ao episódio da exoneração de Carmen Foro, ex-secretária nacional de Articulação Institucional, em agosto de 2024. Foro foi demitida por não atender às expectativas de gestão, o que teria gerado atritos dentro da equipe.

Embora a CGU não tenha competência para investigar diretamente um ministro, encaminhou o caso à Comissão de Ética Pública, que agora se encarregará da apuração. Esse processo pode resultar em medidas disciplinares caso as acusações sejam comprovadas. Por enquanto, a Comissão de Ética é a responsável por seguir com as investigações, que poderão trazer mais repercussões para a imagem da ministra e do governo. Com a crescente pressão, o governo se vê diante de um novo desafio, e a resolução do caso de Cida Gonçalves poderá impactar a estabilidade política na gestão de Lula.

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