Em debate, o candidato do PRTB insinuou, sem apresentar qualquer prova, que o psolista seria um usuário de drogas, dando a entender que Guilherme seria 'cheirador de pó'.
Ministério Público Eleitoral define abertura de INQUÉRITO contra MARÇAL por FAKE NEWS a BOULOS. Foto: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou na quinta-feira, 15 de agosto, a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF) contra o influenciador Pablo Marçal (PRTB). A abertura da investigação foi requisitada após uma notícia-crime enviada à Justiça Eleitoral pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), na qual o parlamentar acusa Marçal de divulgar notícias falsas contra ele. Ambos são candidatos à Prefeitura de São Paulo.
O promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Júnior, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, pede que Marçal seja investigado pela suposta prática dos crimes de calúnia, difamação e divulgação de fatos inverídicos no contexto eleitoral. Esses crimes são previstos pelos artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral, com pena máxima de até quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa. A abertura da investigação aguarda decisão da Justiça. Procurado, Marçal não se manifestou.
Em nota, a assessoria jurídica do PRTB afirmou que, até o momento, nenhuma denúncia foi recebida.
"Foi apresentada uma notícia-crime que pede seja investigada uma conduta e o Ministério Público opinou por se iniciar a investigação, que ainda não foi iniciada. Esse procedimento é parte do processo legal e não implica em qualquer tipo de condenação ou culpabilidade. É legítimo que todo aquele que se sinta vítima comunique às autoridades, que têm o deve de apurar. Estamos confiantes de que Pablo Marçal demonstrará, mais uma vez, sua inocência", diz o texto.
A campanha do PSOL apresentou a denúncia contra Marçal na semana passada, após o debate eleitoral realizado na TV Bandeirantes na última quinta-feira, 8 de agost. Durante o programa, o candidato do PRTB insinuou, sem apresentar qualquer prova, que Boulos seria um usuário de drogas. No mesmo dia, Marçal chamou o candidato do PSOL de "cheirador de cocaína", postando diversos vídeos com a acusação em suas redes sociais.
Além de apresentar a notícia-crime, Boulos também pediu a remoção dos vídeos publicados por Marçal contra ele, além de direito de respostas nas redes sociais do influenciador. Na sexta-feira (9), a Justiça Eleitoral atendeu parcialmente ao pedido do psolista, determinando a remoção dos vídeos. O pedido de direito de resposta segue em análise.
“Os vídeos veiculados pelo requerido [Marçal] possuem conteúdo unicamente difamatório à pessoa do autor [Boulos], sem qualquer relevância político-eleitoral. As afirmações estão lançadas nas redes sociais do requerido sem qualquer comprovação”, declarou o juiz eleitoral Rodrigo Marzola Colombini, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em sua decisão, que ordenou a remoção dos vídeos no prazo de 24 horas.
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