11 de dezembro de 2023 às 13:54
Apesar dos ataques feitos durante a campanha eleitoral pelo agora presidente da Argentina, Javier Milei, o ex-presidente Mauricio Macri acredita que o novo governo será pragmático e manterá relações com o Brasil.
Durante a campanha, Milei indicou que romperia com o Mercosul e não teria relações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "corrupto" e "comunista furioso".
Nesta segunda-feira, 11, durante fórum da XP em São Paulo, Macri considerou que Milei sabe que o comércio com o Brasil é muito importante e a tendência é de as tensões com Lula diminuírem.
"A Argentina, no estado de pobreza que está, precisa ter relações boas com todos", apostou Macri.
O ex-presidente entende que a Argentina deve agora mudar o eixo das relações exteriores para Estados Unidos e Israel, porém sem romper com seus principais parceiros comerciais: Brasil e China.
Por várias vezes durante o fórum, Macri defendeu que as medidas de reequilíbrio fiscal, em especial o congelamento de gastos, sejam prioridade do novo governo, de modo que a Argentina possa reforçar suas reservas e dar novos passos - entre eles, a unificação monetária com o Brasil, o que, avaliou, favoreceria primeiro a Argentina. A ideia de uma moeda comum, observou o ex-presidente, pode avançar se Milei tiver êxito no ajuste fiscal.
Ele assegurou que Milei, a quem apoiou nas eleições, não vai imprimir pesos e gerar mais inflação. Colocando-se contra a dolarização proposta por Milei na campanha, Macri apontou diferenças de produtividade entre Argentina e Estados Unidos ao criticar a ideia.
Ele também destacou as riquezas minerais que podem fazer com que a Argentina tenha uma produção de gás superior à da Rússia em dez anos. No entanto, assinalou Macri, a Argentina precisa adotar medidas de reequilíbrio fiscal para voltar a atrair investimentos e resolver o seu problema de restrições de dólares
Apesar de não endossar a proposta de dolarização, Macri considerou que as ideias de Milei, a quem classificou como um político "totalmente outsider", são claras. O desafio, ponderou, será implementá-las a partir de agora. Nos próximos 90 dias, pontuou Macri, a oposição deve deixar claro como vai se posicionar frente à agenda do novo presidente. Ele descartou, porém, protestos por período prolongado contra Milei.
Estadão Conteúdo
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Sem dar mais detalhes sobre os episódios, a primeira-dama usou o exemplo para defender a vulnerabilidade das mulheres a esse tipo de violência.
O deputado federal, e o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, ao longo de dez dias no mês de outubro de 2022, no segundo turno do pleito.
De acordo com o influenciador, a escolha teve relação direta com vivências pessoais e com os efeitos de políticas públicas em sua trajetória e na vida de seus familiares.
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