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Janja diz ter sofrido assédio duas vezes durante o governo Lula: 'não tenho segurança'

Sem dar mais detalhes sobre os episódios, a primeira-dama usou o exemplo para defender a vulnerabilidade das mulheres a esse tipo de violência.

Ricardo Lélis

03 de março de 2026 às 20:33   - Atualizado às 20:38

Janja ao lado de Lula.

Janja ao lado de Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, revelou ter sido assediada duas vezes neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada nesta terça-feira, 3 de março, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

"Eu, como primeira-dama, não tenho segurança no lugar onde estou e em nenhum lugar", disse Janja. "Eu posso dizer que já fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando em lugares que eu acho que são seguros e, mesmo assim, fui assediada."

O tema da edição do programa era o combate ao feminicídio, pauta definida como prioritária pelo Palácio do Planalto e bandeira eleitoral do presidente Lula.

Sem dar mais detalhes sobre os episódios, Janja usou o exemplo para defender a vulnerabilidade das mulheres a esse tipo de violência.

"Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, você imagina uma mulher em um ponto de ônibus às dez horas da noite", concluiu Janja.

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Combate ao feminicídio

Janja vai promover, com o governo brasileiro, o combate ao feminicídio nas Nações Unidas durante a 70.ª Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70).

A principal reunião feminina da ONU ocorre em Nova York, nos Estados Unidos, entre 9 e 19 de março, e contará também com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, à frente da comitiva e dos preparativos.

O presidente Lula reuniu, no início deste mês, algumas das principais autoridades da República para uma cerimônia de assinatura de um pacto de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.

Na prática, poucas medidas novas foram anunciadas. O evento teve caráter simbólico, funcionando como uma espécie de compromisso dos chefes dos Três Poderes com ações de enfrentamento aos crimes de gênero.

Estadão Conteúdo

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