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Michelle diz que Bolsonaro está sendo torturado: 'Vai ter sangue de inocente nas mãos de Moraes'

A ex-primeira-dama também direcionou críticas ao procurador-geral da República Paulo Gonet.

Cami Cardoso

08 de janeiro de 2026 às 11:40   - Atualizado às 11:49

Michelle diz que Bolsonaro está sendo torturado: 'Vai ter sangue de inocente nas mãos de Moraes'

Michelle diz que Bolsonaro está sendo torturado: 'Vai ter sangue de inocente nas mãos de Moraes' Foto: Reprodução / Redes Sociais

A líder do PL Mulher e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em sua fala, a esposa do ex-presidente foi incisiva e afirmou que “vai ter sangue de inocentes nas mãos do excelentíssimo ministro e do Gonet”.

A declaração foi dada na última terça-feira, 6 de janeiro, logo após Moraes solicitar esclarecimentos adicionais para autorizar a ida de Bolsonaro ao hospital para realizar exames médicos. Michelle foi ainda mais incisiva ao afirmar que o marido está sendo negligenciado e torturado. 

“Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado porque está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele toma medicação. Eu peço a Deus para proteger ele e livrar ele de todo mal. Mas seria uma mancha para a instituição se acontecesse alguma coisa com o meu marido”, disse a ex-primeira-dama.

Confira o vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Críticas à PGR

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou nesta terça-feira, 6 de janeiro, a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante da queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão na Polícia Federal (PF). Michelle afirmou que a saúde e a vida do marido estão "nas mãos" da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mais cedo, Moraes rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital a fim de realizar exames. Segundo o ministro, não há indicação médica que justifique encaminhamento hospitalar urgente, conforme relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF).

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"Nós fizemos novamente (o pedido de exames), estava no hospital aguardando ele. Nós ficamos quase três horas no estacionamento (do hospital), retornamos para cá (Polícia Federal) e vimos que ele (Alexandre de Moraes) encaminhou essa petição para a PGR. Então a saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR", afirmou Michelle ao O Globo ao deixar a Superintendência da PF, em Brasília.

De acordo com o relatório médico da PF, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira.

Após a negativa, a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido médico solicitando a realização de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame utilizado para avaliar a atividade elétrica do cérebro. Moraes determinou a intimação da PGR para que se manifeste sobre o caso.

"A gente não sabe por quanto tempo ele esteve desacordado e ele não sabe explicar. Então a gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel, não tem autonomia, a gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar", disse Michelle.

 

Michelle afirmou ainda que pediu à Polícia Federal a elaboração de um relatório detalhando o momento em que a cela foi aberta, além de todos os procedimentos e registros ocorridos a partir desse horário.

Estadão Conteúdo

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