Michelle diz que Bolsonaro está sendo torturado: 'Vai ter sangue de inocente nas mãos de Moraes' Foto: Reprodução / Redes Sociais
A líder do PL Mulher e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em sua fala, a esposa do ex-presidente foi incisiva e afirmou que “vai ter sangue de inocentes nas mãos do excelentíssimo ministro e do Gonet”.
A declaração foi dada na última terça-feira, 6 de janeiro, logo após Moraes solicitar esclarecimentos adicionais para autorizar a ida de Bolsonaro ao hospital para realizar exames médicos. Michelle foi ainda mais incisiva ao afirmar que o marido está sendo negligenciado e torturado.
“Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado porque está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele toma medicação. Eu peço a Deus para proteger ele e livrar ele de todo mal. Mas seria uma mancha para a instituição se acontecesse alguma coisa com o meu marido”, disse a ex-primeira-dama.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou nesta terça-feira, 6 de janeiro, a postura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante da queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão na Polícia Federal (PF). Michelle afirmou que a saúde e a vida do marido estão "nas mãos" da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Mais cedo, Moraes rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital a fim de realizar exames. Segundo o ministro, não há indicação médica que justifique encaminhamento hospitalar urgente, conforme relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF).
"Nós fizemos novamente (o pedido de exames), estava no hospital aguardando ele. Nós ficamos quase três horas no estacionamento (do hospital), retornamos para cá (Polícia Federal) e vimos que ele (Alexandre de Moraes) encaminhou essa petição para a PGR. Então a saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR", afirmou Michelle ao O Globo ao deixar a Superintendência da PF, em Brasília.
De acordo com o relatório médico da PF, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira.
Após a negativa, a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido médico solicitando a realização de tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame utilizado para avaliar a atividade elétrica do cérebro. Moraes determinou a intimação da PGR para que se manifeste sobre o caso.
"A gente não sabe por quanto tempo ele esteve desacordado e ele não sabe explicar. Então a gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel, não tem autonomia, a gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar", disse Michelle.
Michelle afirmou ainda que pediu à Polícia Federal a elaboração de um relatório detalhando o momento em que a cela foi aberta, além de todos os procedimentos e registros ocorridos a partir desse horário.
Estadão Conteúdo
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