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Michel Temer diz que presidente não manda no Brasil e precisa do apoio do Congresso para governar

A fala de Temer acontece em meio ao embate travado entre o presidente Lula e o Congresso, principalmente contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Jameson Ramos

03 de julho de 2025 às 09:00   - Atualizado às 09:01

Lula e Michel Temer.

Lula e Michel Temer. Foto: Instituto Lula / Ricardo Stuckert

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o presidente da República não manda em tudo e, para governar, precisa do apoio do Congresso Nacional. A declaração do emedebista foi dada nesta quinta-feira, 3 de julho, durante entrevista à CNN, direto de Portugal, onde participa do XIII Fórum de Lisboa.

A fala de Temer acontece em meio ao embate travado entre o presidente Lula (PT) e o Congresso, principalmente contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que tem derrubado medidas do Executivo, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

"Acho que o diálogo pode resolver sem a interferência direta e final do Poder Judiciário. Eu acho que a pacificação virá. Acho que o clima no Brasil está preparado para uma moderação e não para uma radicalização", disse Temer.

"No Brasil, a gente tem a impressão de que o presidente manda tudo. E não manda. Só manda se tiver apoio do Congresso Nacional. Portanto, quem governa o país é o Executivo, quer dizer, o presidente, mais o Congresso. Portanto, se houver diálogo entre eles, a coisa flui com muita naturalidade", complementou.

Tensão Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, relativizou nesta quarta-feira (2) os impactos, na relação com o Congresso Nacional, da judicialização da derrubada do decreto presidencial que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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“Não posso reclamar do Congresso. Nunca fiz isso. Há dois anos e meio que estou levando a agenda econômica pra frente com o apoio do Congresso. Isso é dito em todas as minhas manifestações públicas”, disse, em entrevista a jornalistas em Buenos Aires.

“O Congresso tem o direito de alterar as proposições do governo. É da democracia. Nunca uma lei enviada pela área econômica saiu do jeito que entrou. Ela sempre passou por alterações. E, sempre, essas alterações foram pactuadas em torno de um acordo. Não há porque mudar esse procedimento”, completou.

À imprensa, Haddad refutou o termo “traição” ao tratar da relação entre o Executivo e o Legislativo. “A pergunta da AGU [Advocacia-Geral da União] para o Supremo é uma pergunta legítima: se o presidente Lula cometeu alguma ilegalidade ao editar aquele decreto. É uma pergunta muito simples e é jurídica”.

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