Lula e Michel Temer. Foto: Instituto Lula / Ricardo Stuckert
O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o impasse sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) evidencia a ausência de um projeto claro por parte do governo Lula (PT).
A declaração foi dada em entrevista ao portal Poder360, após a participação do emedebista no Fórum Lide COP30, realizado em Bonito, Mato Grosso do Sul.
Temer comparou a atual gestão à sua própria passagem pela Presidência da República, destacando que, apesar do curto período no cargo, apresentou diretrizes claras.
"É a tal história de falta de projeto, né? No meu governo, foi um governo de 2 anos e meio, mas eu tinha um programa que era a Ponte Para o Futuro. Tudo o que fizemos estava na Ponte Para o Futuro. Por isso que eu acho que deu razoavelmente certo", opinou.
Durante a entrevista, o ex-presidente também comentou o cenário político para 2026, defendendo a viabilidade de uma candidatura moderada nas próximas eleições presidenciais.
"Eu não gosto muito desse centro, direita e esquerda, acho que não existe mais. O que o povo quer é uma certa moderação. O que o povo não quer mais é essa disputa, digamos, raivosa que existe no país hoje entre pessoas, entre corporações, entre instituições. O que o povo quer é moderação e equilíbrio. Um candidato que tenha credibilidade política e que seja capaz de pregar essa moderação, terá muita chance", avaliou.
O Congresso Nacional deu um prazo de 10 dias para o governo federal apresentar alguma alternativa ao decreto que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que, segundo o governo, afetaria apenas as empresas e contribuintes mais ricos, e serviria para cumprir a meta fiscal.
Porém, as lideranças parlamentares alertaram ao governo sobre a possibilidade de derrubar a medida por meio de projetos de decreto legislativo (PDLs).
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que há uma insatisfação geral dos deputados com a proposta anunciada na semana passada.
“Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o país”, disse Motta em uma rede social.
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