Mãe protestando contra esquema de rodízio nas escolas do Recife. Foto: Guga Matos/Câmara do Recife
A Câmara Municipal do Recife realizou, na quarta-feira, 2 de abril, uma reunião solene em alusão ao Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. O evento homenageou associações, coletivos e profissionais que atuam na defesa dos direitos das pessoas autistas. A cerimônia também reforçou a necessidade de ampliar a conscientização e fortalecer a inclusão social.
Apesar do tom de celebração, a sessão foi marcada por protestos de mães que enfrentam dificuldades para garantir o direito à educação de seus filhos.
No Plenário, uma mãe ergueu um cartaz que chamou a atenção dos presentes.
"Meu filho não é pizza para estar em rodízio. Meu filho precisa de uma AADEE! Cadê a inclusão nas escolas?"
A frase expôs uma queixa recorrente entre as famílias. Muitas crianças não conseguem vagas em creches no Recife devido ao diagnóstico de autismo. Além disso, aquelas que conseguem ingressar na rede pública de ensino enfrentam a falta de Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE).
Sem esses profissionais, estudantes autistas são submetidos a um esquema de rodízio, onde só vão para escola alguns dias da semana, o que compromete o aprendizado e dificulta a adaptação ao ambiente escolar.
A vereadora Liana Cirne (PT), que promoveu a reunião, ressaltou a importância de combater o desconhecimento e o preconceito sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A parlamentar também citou dados nacionais que indicam que uma em cada 68 pessoas no Brasil está dentro do espectro autista e ressaltou a necessidade de políticas públicas eficazes.
"Hoje, no Recife, muitas crianças estão sem matrículas nas escolas simplesmente por serem autistas, tanto em instituições públicas quanto privadas. Isso fere a Lei Brasileira de Inclusão e a Constituição, que garantem o direito à educação para todos", denunciou. Ela também apresentou um projeto de lei de sua autoria que propõe a redução da jornada de trabalho para pais e tutores de autistas, além de adultos autistas.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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