Pernambuco, 18 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Marília Arraes despenca de 49% para 30% em nova pesquisa DataTrends, e disputa pelo Senado continua em aberto em PE

Ex-deputada caiu de 49% para 30% desde maio, enquanto Mendonça Filho e Eduardo da Fonte avançaram em meio às novas alianças.

Portal de Prefeitura

18 de agosto de 2026 às 13:44   - Atualizado às 14:11

Marilia Arraes

Marilia Arraes Foto: Divulgação

A corrida pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal mudou de configuração nos últimos meses. A nova pesquisa DataTrends mostra Marília Arraes ainda na liderança, mas com uma queda expressiva de 19 pontos percentuais em relação ao levantamento de maio. O movimento ocorre justamente em um período de forte reorganização das candidaturas, alianças e palanques para as eleições de 2026.

Na pesquisa realizada entre 30 de abril e 3 de maio, Marília aparecia com 49% das intenções de voto no primeiro cenário estimulado testado pelo instituto. Na nova rodada, realizada entre 12 e 14 de agosto, a ex-deputada registra 30%. A diferença representa uma redução de 19 pontos em pouco mais de três meses.

Apesar da queda, Marília continua numericamente à frente dos demais concorrentes. O problema para a candidatura é que o espaço entre ela e os nomes que aparecem logo atrás diminuiu consideravelmente.

De liderança folgada a disputa mais aberta

Em maio, Marília tinha uma vantagem de 25 pontos sobre Humberto Costa, que aparecia com 24%. Eduardo da Fonte tinha 11%, enquanto outros nomes ocupavam posições mais distantes.

Agora, a fotografia é diferente. Marília aparece com 30%, Humberto Costa tem 23%, Mendonça Filho chega a 19% e Eduardo da Fonte registra 17%.

Veja Também

A diferença entre a líder e Mendonça caiu, portanto, para 11 pontos. Já Eduardo está 13 pontos atrás.

A mudança não está apenas na queda de Marília. O grupo de candidatos que disputa as posições seguintes ganhou musculatura ao longo do período, principalmente depois da definição das chapas e das alianças para a eleição.

Mendonça Filho entra no tabuleiro

Um dos principais elementos novos é a candidatura de Mendonça Filho ao Senado pelo PL.

O deputado federal oficializou a candidatura no dia 4 de agosto, durante a convenção estadual do partido. A entrada de Mendonça acrescentou uma candidatura competitiva no campo de centro-direita e alterou a composição da disputa.

A movimentação ganhou um componente adicional com a decisão de Miguel Coelho de desistir da candidatura ao Senado e declarar apoio a Mendonça Filho e Eduardo da Fonte. Miguel manteve, ao mesmo tempo, o apoio à reeleição de Raquel Lyra para o Governo de Pernambuco.

Eduardo da Fonte ganha posição estratégica

Eduardo da Fonte também passou a ocupar um espaço mais relevante no novo cenário.

O deputado foi confirmado como candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra após as negociações que tiraram Miguel Coelho da disputa. A definição consolidou Eduardo como um dos nomes do palanque governista para a disputa das duas cadeiras.

Na DataTrends mais recente, ele aparece com 17%, número que o coloca apenas dois pontos atrás de Mendonça Filho.

Na pesquisa de maio, Eduardo tinha 11% no primeiro cenário, o que representa crescimento de seis pontos nessa comparação específica.

O avanço acontece em meio a uma série de movimentos políticos envolvendo a base de Raquel Lyra e o grupo Coelho.

Miguel, embora tenha deixado a disputa pelo Senado, anunciou apoio a Mendonça. Ao mesmo tempo, o grupo político dos Coelho permaneceu alinhado à governadora e passou a integrar as articulações em torno da chapa governista.

O “efeito Porto” e a queda de Marília

Outro episódio que merece entrar na leitura política da pesquisa foi o rompimento de Álvaro Porto e Gabriel Porto com Marília Arraes, ocorrido no início de agosto.

Pouco depois, o grupo de Porto passou a apoiar Eduardo da Fonte. O movimento aconteceu praticamente às vésperas da nova pesquisa DataTrends e adicionou mais uma variável à disputa.

Os números, por si só, não permitem afirmar que o rompimento tenha provocado a queda de Marília ou o crescimento de Eduardo. Não existe, na pesquisa, uma forma de medir isoladamente o impacto de uma única aliança sobre a intenção de voto.

Mas a coincidência temporal chama atenção.

Marília perdeu 19 pontos em relação ao levantamento de maio. Eduardo cresceu na comparação dos cenários correspondentes. Mendonça entrou definitivamente na disputa e passou a ocupar 19% na nova fotografia.

O que mudou entre maio e agosto

A comparação entre as duas pesquisas ajuda a dimensionar a transformação.

Candidato Maio* Agosto Movimento
Marília Arraes 49% 30% -19 p.p.
Eduardo da Fonte 11% 17% +6 p.p.

*Comparação com o primeiro cenário estimulado apresentado na pesquisa de maio.

No caso de Mendonça Filho, a comparação direta exige cuidado porque os cenários testados pelo DataTrends foram diferentes. Em maio, o candidato aparecia com 16% no segundo cenário e 12% no quarto, enquanto a pesquisa de agosto o coloca com 19% no cenário atualmente apresentado.

Duas vagas e muitos votos ainda indefinidos

A eleição para o Senado possui uma característica que torna a disputa ainda mais difícil de projetar: cada eleitor poderá escolher dois candidatos.

Isso significa que a fotografia de agosto ainda está longe de representar necessariamente o resultado das urnas.

A própria movimentação das últimas semanas demonstra como o cenário pode mudar rapidamente. Miguel saiu da corrida, Mendonça entrou, Eduardo foi confirmado na chapa governista e novas alianças foram construídas em torno dos candidatos.

O novo desafio de Marília

A principal notícia da pesquisa, portanto, não é apenas que Marília Arraes continua liderando.

É que a liderança deixou de ser tão confortável quanto era em maio.

A ex-deputada saiu de 49% para 30%, enquanto os candidatos que aparecem na sequência passaram a ocupar uma faixa mais competitiva. Humberto Costa permanece próximo, Mendonça Filho chegou a 19% e Eduardo da Fonte aparece com 17%.

A disputa, que anteriormente apresentava uma líder muito distante dos demais, agora tem um cenário mais pulverizado.

E há uma questão política central: quanto da queda de Marília representa uma mudança efetiva de preferência do eleitor e quanto pode estar relacionado à entrada de novos candidatos, à definição das chapas e à reorganização das alianças?

A resposta só poderá ser observada nas próximas rodadas.

Por enquanto, a DataTrends registra uma mudança inequívoca na fotografia: Marília Arraes perdeu 19 pontos, enquanto o tabuleiro do Senado pernambucano ganhou novos protagonistas e novas alianças.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 14 de agosto e está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número PE-02774/2026. A pesquisa tem margem de erro de 2,83 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.

Pesquisa DATATRENDS (MAIO)

A pesquisa do Instituto DataTrends para o Senado Federal em Pernambuco, divulgada em Maio foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-05320/2026 e BR-08337/2026.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:01, 18 Ago

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Nunes Marques, presidente do TSE em evento com embaixadores sobre eleições
Confiável

Eleições: Nunes Marques, presidente do TSE, defende urna eletrônica em reunião com embaixadores

''O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições'', afirmou

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Rombo

Dívida pública chega a R$ 10,8 trilhões e governo Lula caminha para maior déficit em 20 anos

Endividamento alcançou 81,9% do PIB em junho, enquanto projeções apontam continuidade da deterioração fiscal nos próximos anos.

Flávio Bolsonaro diz que vai continuar usando imagem do pai na campanha eleitoral dentro dos limites da lei
Estratégia

Flávio Bolsonaro diz que vai continuar usando imagem do pai na campanha eleitoral dentro dos limites da lei

O senador também atribuiu a dificuldade para conquistar o apoio de partidos do Centrão a uma suposta pressão exercida por autoridades em Brasília.

mais notícias

+

Newsletter