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Lula visita Cristina Kirchner em prisão domiciliar na Argentina após autorização da Justiça

Lula está na Argentina participando da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta, em Buenos Aires. O mandatário chegou ao país vizinho na noite de ontem.

Jameson Ramos

03 de julho de 2025 às 14:37   - Atualizado às 14:37

O presidente Lula e a ex-presidente Argentina, Cristina Kirchnner.

O presidente Lula e a ex-presidente Argentina, Cristina Kirchnner. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula visitou, nesta quinta-feira, 3 de julho, a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na casa dela, onde cumpre prisão domiciliar após ter sido condenada a 6 anos de reclusão por corrupção. Para que o chefe do Executivo brasileiro pudesse encontrar a amiga, Kirchner solicitou à Justiça Argentina a liberação, que foi acatada na quarta-feira (2).

Lula está na Argentina participando da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta, em Buenos Aires. O mandatário chegou ao país vizinho na noite de ontem.

A expectativa é que a passagem do líder petista na Argentina seja breve e que ele volte ao Brasil ainda nesta quinta-feira.

Confira o vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mercosul

Lula recebeu do presidente da Argentina, Javier Milei, a presidência do Mercosul, durante o encontro de chefes de Estado do bloco. É a primeira missão oficial do líder brasileiro no país argentino desde a eleição de Milei.

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O petista irá comandar o Mercosul até o final do ano e terá como um dos principais focos de sua gestão finalizar o acordo de comércio com a União Europeia.

Sob o comando do brasileiro, o Mercosul também pretende priorizar o fortalecimento da Tarifa Externa Comum, a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do bloco e o avanço em medidas que consolide a união aduaneira.

Outras duas frentes que devem ganhar destaque durante a presidência brasileira são a cooperação em segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de financiamento de infraestrutura e desenvolvimento regional. O Brasil deve liderar o lançamento da segunda fase do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM 2).

Acordo Mercosul-EFTA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou na quarta a conclusão das negociações do acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comercio (EFTA), anunciada em Buenos Aires.

“Sob a liderança do Presidente Lula, anunciamos a conclusão de mais um acordo, que representa uma vitória do diálogo e do multilateralismo, a favor dos interesses comuns entre realidades econômicas distintas. Podemos crescer muito em investimentos recíprocos e no comércio”, afirmou o vice-presidente.

Geraldo ressaltou a conclusão das negociações dos acordos Mercosul-União Europeia (anunciado em 2024) e Mercosul-Singapura (assinado em 2023). “Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais”, disse.

O EFTA é uma área de livre comércio formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — países que não fazem parte da União Europeia. Com uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de US$ 1,4 trilhão, os quatro integrantes desse bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo.

O tratado Mercosul-EFTA prevê compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado. Os dois blocos se beneficiarão com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações, o que resultará em um aumento do comércio bilateral e em vantagens para empresas e indivíduos. Juntos, Mercosul e EFTA formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, foi de US$ 4,3 trilhões.

A finalização desses acordos, adicionada ao que foi assinado com Singapura em 2023, aumenta em 2,5 vezes a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$184,5 bilhões. “É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, afirmou.

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