Lula está na Argentina participando da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta, em Buenos Aires. O mandatário chegou ao país vizinho na noite de ontem.
O presidente Lula e a ex-presidente Argentina, Cristina Kirchnner. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula visitou, nesta quinta-feira, 3 de julho, a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na casa dela, onde cumpre prisão domiciliar após ter sido condenada a 6 anos de reclusão por corrupção. Para que o chefe do Executivo brasileiro pudesse encontrar a amiga, Kirchner solicitou à Justiça Argentina a liberação, que foi acatada na quarta-feira (2).
Lula está na Argentina participando da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta, em Buenos Aires. O mandatário chegou ao país vizinho na noite de ontem.
A expectativa é que a passagem do líder petista na Argentina seja breve e que ele volte ao Brasil ainda nesta quinta-feira.
Confira o vídeo:
Lula recebeu do presidente da Argentina, Javier Milei, a presidência do Mercosul, durante o encontro de chefes de Estado do bloco. É a primeira missão oficial do líder brasileiro no país argentino desde a eleição de Milei.
O petista irá comandar o Mercosul até o final do ano e terá como um dos principais focos de sua gestão finalizar o acordo de comércio com a União Europeia.
Sob o comando do brasileiro, o Mercosul também pretende priorizar o fortalecimento da Tarifa Externa Comum, a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do bloco e o avanço em medidas que consolide a união aduaneira.
Outras duas frentes que devem ganhar destaque durante a presidência brasileira são a cooperação em segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de financiamento de infraestrutura e desenvolvimento regional. O Brasil deve liderar o lançamento da segunda fase do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM 2).
Acordo Mercosul-EFTA
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou na quarta a conclusão das negociações do acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comercio (EFTA), anunciada em Buenos Aires.
“Sob a liderança do Presidente Lula, anunciamos a conclusão de mais um acordo, que representa uma vitória do diálogo e do multilateralismo, a favor dos interesses comuns entre realidades econômicas distintas. Podemos crescer muito em investimentos recíprocos e no comércio”, afirmou o vice-presidente.
Geraldo ressaltou a conclusão das negociações dos acordos Mercosul-União Europeia (anunciado em 2024) e Mercosul-Singapura (assinado em 2023). “Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais”, disse.
O EFTA é uma área de livre comércio formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — países que não fazem parte da União Europeia. Com uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de US$ 1,4 trilhão, os quatro integrantes desse bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo.
O tratado Mercosul-EFTA prevê compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado. Os dois blocos se beneficiarão com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações, o que resultará em um aumento do comércio bilateral e em vantagens para empresas e indivíduos. Juntos, Mercosul e EFTA formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, foi de US$ 4,3 trilhões.
A finalização desses acordos, adicionada ao que foi assinado com Singapura em 2023, aumenta em 2,5 vezes a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$184,5 bilhões. “É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, afirmou.
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