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Lula: "Se eu estiver bonitão ainda, a extrema direita não volta a governar este País nunca mais"

O presidente disse que para ser candidato a reeleição, "precisa estar 100% de saúde" como está hoje.

Everthon Santos

02 de junho de 2025 às 08:47   - Atualizado às 08:48

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 1º que, para ser candidato a reeleição em 2026, "precisa estar 100% de saúde" como está hoje.

Ao participar do congresso nacional do PSB, ele ainda criticou a intenção da gestão Donald Trump de agir contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e defendeu a importância de se concentrar na eleição do Senado.

"Podem ter certeza de uma coisa: se eu estiver bonitão do jeito que estou, apaixonado do jeito que eu estou e motivado do jeito que eu estou, a extrema direita não volta a governar este País nunca mais", disse o petista, no discurso de uma hora no evento do PSB, siga do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A saúde de Lula, de 79 anos, é um fator que preocupa aliados para definir os planos de tentar a reeleição. Em 2024, ele levou um tombo no banheiro e teve de fazer mais de um procedimento para estancar um sangramento intracraniano, em episódio que preocupou aliados.

Lula também pediu atenção às eleições ao Senado em 2026. Isso porque os bolsonaristas planejam eleger uma "superbancada" na Casa - que vai renovar dois terços de suas 81 cadeiras no pleito - para poder confrontar a Suprema Corte e aprovar impeachment de ministros, especialmente Moraes.

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Segundo a Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade, que são definidos na Lei nº 1.079/1950, conhecida como Lei do Impeachment. Até hoje, nenhum magistrado do STF foi alvo de um processo desse tipo.

"Não que a Suprema Corte seja uma maçã doce. Não, é porque precisamos preservar as instituições que garantam a democracia deste País. Se a gente for destruir o que não gosta, não vai sobrar nada", acrescentou Lula.

Moraes também se tornou um dos alvos do governo Trump após decisões do magistrado brasileiro que afetaram plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos e aliados da Casa Branca, como Elon Musk, dono do X (antigo Twitter).

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou dias atrás que "há grande possibilidade" de Moraes ser alvo de sanções.

"Você veja, os Estados Unidos querem processar o Alexandre de Moraes porque ele está querendo prender um cara brasileiro que está lá nos Estados Unidos fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro. Ora, que história é essa de os Estados Unidos quererem criticar alguma coisa da Justiça brasileira? Nunca critiquei a Justiça deles. Eles fazem tanta barbaridade, tantas guerras, eu nunca critiquei", declarou Lula.

O presidente também defendeu que a militância de esquerda se dedique mais à batalha no meio digital, ambiente em que lideranças da ultradireita têm levado larga vantagem em termos de engajamento e audiência.

No evento deste domingo, o comando do PSB foi assumido por João Campos, prefeito do Recife de 31 anos, considerado um dos nomes mais fortes da esquerda nas redes sociais.

Estadão Conteúdo

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