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Governo Lula retira Brasil da Aliança pela Memória do Holocausto

A medida acontece dias após o Brasil integrar o processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ) que acusa Israel de genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.

Eduarda Queiroz

26 de julho de 2025 às 15:27   - Atualizado às 15:27

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quinta-feira, 24 de julho, que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização que reúne autoridades e especialistas com a missão de preservar o registro histórico do massacre de judeus e incentivar a educação sobre esse episódio da Segunda Guerra Mundial.

A medida acontece dias após o Brasil integrar o processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), uma iniciativa da Àfrica do Sul, que acusa Israel de genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.

Tensão entre Brasil e Israel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu se juntar a outros países na ação que acusa Israel de promover genocídio na guerra contra os palestinos na Faixa de Gaza, a informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante uma entrevista à rede de TV AI Jazeera. A iniciativa é da África do Sul que decidiu abrir o processo em dezembro de 2023.

O ministro foi perguntado sobre o motivo do Brasil ter se ausentado durante tanto tempo quanto o apoio formal ao processo na Corte Internacional de Justiça (CJI), já que Lula se mostrou diversas vezes contra o Hamas, e acusou publicamente de "genocídio", "limpeza étnica" e "crimes cometidos pelas Forças de Defesa de Israel".

"Nós vamos [apoiar]. Estamos trabalhando nisso. Vocês terão essa boa notícia muito em breve", disse Vieira.

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Na oportunidade, o titular da pasta aproveitou para dizer que foi feito "um grande esforço pela mediação, mas os últimos acontecimentos dessa guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntar à África do Sul na CIJ".

O apoio de Lula foi concedido a pedido da Autoridade Nacional Palestina e gerou críticas dentro do país, além de reações negativas por parte da comunidade judaica e do governo de Tel Aviv.

"Não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza", afirmou Lula.

Além do Brasil, já intervieram no processo contra Israel os seguintes países: Colômbia, Líbia, México, Palestina, Espanha, Turquia, Chile, Maldivas, Bolívia, Irlanda, Cuba e Belize.

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