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Lula diz que 'PL Antifacção' aprovado na Câmara pela oposição "enfraquece combate ao crime"

Derrite fez uma série de mudanças no texto e desagradou ao governo, que cobrou, desde a semana passada, alterações no texto.

Gabriel Alves

19 de novembro de 2025 às 16:50   - Atualizado às 16:50

Lula e Guilherme Derrite, relator do PL Antifacção.

Lula e Guilherme Derrite, relator do PL Antifacção. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Marina Ramos/Câmara dos Deputados. Arte: Portal de Prefeitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o texto do projeto de lei de combate às facções criminosas aprovado pela Câmara "enfraquece" o enfrentamento ao crime organizado e "gera insegurança jurídica".

Essa foi a primeira manifestação do presidente após a Câmara ter aprovado, por 370 votos a 110, o projeto de lei enviado pelo próprio governo ao Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu como relator o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo de Tarcísio de Freitas.

Derrite fez uma série de mudanças no texto e desagradou ao governo, que cobrou, desde a semana passada, alterações no texto. Todos os deputados do PT presentes votaram contra o texto.

"Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei", disse o presidente em sua conta no X.

Lula pediu ao Senado que tenha "o diálogo e a responsabilidade na análise do projeto", indicando que um caminho para o governo seja alterar o texto na Casa Alta do Congresso. O relator será o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), conforme anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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"O compromisso do Governo do Brasil é com uma agenda legislativa que fortaleça as ações da Polícia Federal, garanta maior integração entre as forças de segurança e amplie o trabalho de inteligência para enfrentar as facções nos territórios onde elas tentam se impor, mas especialmente para atingir as estruturas de comando que sustentam e financiam seus crimes", declarou.

O presidente disse que o governo está "do lado do povo brasileiro" e que não abrirá mão de "combater de verdade toda a cadeia do crime organizado".

Estadão Conteúdo

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