Ministro Dias Toffoli e presidente Lula. (Fotos: Carlos Moura/ STF e Reprodução)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria demonstrado incômodo com a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na condução do inquérito que investiga o Banco Master. As informações são da Folha de S.Paulo.
De acordo com relatos de pessoas próximas ao presidente ouvidas pelo jornal, Lula fez críticas duras ao magistrado e chegou a afirmar que ele deveria considerar deixar a Suprema Corte.
Ainda conforme a Folha, o desconforto do petista estaria relacionado principalmente às revelações sobre vínculos de familiares de Toffoli com fundos associados ao banco investigado, além do rigoroso sigilo imposto ao processo. Para aliados, Lula teria passado a desconfiar que a apuração poderia terminar em uma “grande pizza”.
Em dezembro, Lula se reuniu com Toffoli no Palácio do Planalto, em um encontro descrito como cordial. Na ocasião, segundo o jornal, o presidente afirmou esperar que todas as irregularidades fossem investigadas até as últimas consequências e ouviu do ministro a garantia de que nada seria abafado.
Apesar das críticas atribuídas ao presidente, Toffoli tem dito a interlocutores que não vê motivo para deixar a relatoria do caso e sustenta que não há impedimentos que comprometam sua imparcialidade. O ministro também nega qualquer relação entre viagens, contatos pessoais ou negócios envolvendo familiares e sua atuação no inquérito.
Ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, Lula, responsável pela indicação de Toffoli ao STF, acumula frustrações antigas com o ministro. Uma delas remonta a 2019, quando Toffoli não autorizou que o então ex-presidente, preso em Curitiba (PR), comparecesse ao velório do irmão.
O episódio só foi tratado em 2022, após a vitória de Lula na eleição presidencial, quando o magistrado pediu desculpas ao petista.
Os senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE) protocolaram no dia14 de janeiro, no Senado Federal, um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli sob a acusação de crime de responsabilidade na condução do chamado "Caso Banco Master".
A denúncia foi encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os parlamentares pedem que ele receba a denúncia, instaure o processo de impeachment, forme uma comissão especial e determine a oitiva de testemunhas, além da requisição de documentos ao STF, ao Banco Central (BC), à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
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A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
Segundo documentos, os valores declarados pelo ministro estão abaixo do preço de mercado e indicam que dois apartamentos foram cedidos a duas empregadas domésticas.
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