presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 13 de outubro, que considerou precipitada a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de anunciar antecipadamente sua aposentadoria.
“Imaginava que ele iria se afastar, mas que iria demorar um pouco mais”, disse.
Durante coletiva de imprensa em Roma, Lula foi questionado sobre o perfil do próximo ministro a assumir a cadeira no lugar de Barroso. Ele respondeu que não pretende indicar “um amigo”, mas uma pessoa que cumpra a Constituição brasileira.
“Quero uma pessoa, não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco, mas quero uma pessoa que seja, antes de tudo, gabaritada para ser ministro da Suprema Corte”, afirmou.
“Não quero um amigo, quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É essa a qualidade que eu quero. É a única que eu quero. Foi assim com todos os ministros que indiquei até agora e vai continuar sendo assim. Quando chegar ao Brasil, vou conversar com muita gente do meu governo, vou tomar uma decisão e vou anunciar”, disse.
O presidente participou, em Roma, da abertura do Fórum Mundial da Alimentação.
O ministro Luís Roberto Barroso anunciou na última quinta-feira, 9 de outubro, que vai se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicado foi feito no encerramento da sessão da Corte.
Com a voz embargada, Barroso precisou pausar o discurso algumas vezes para beber água e conter a emoção.
“É hora de seguir outros rumos”, disse, demonstrando que a decisão foi amadurecida com calma.
A saída marca o fim de uma trajetória de mais de uma década no Supremo, onde Barroso teve papel de destaque em julgamentos e debates que marcaram o país.
Aos 67 anos, ele poderia permanecer na Corte até 2033, quando completará 75 anos, idade limite para ministros do STF. Mesmo assim, optou por antecipar a aposentadoria.
Barroso vinha mantendo em aberto se continuaria ou não após deixar a Presidência do STF, função que exerceu nos últimos dois anos. O comando da Corte passou, na semana passada, para o ministro Edson Fachin.
Segundo pessoas próximas, o ministro deve se dedicar à publicação de um livro de memórias e ao ensino, retomando atividades acadêmicas às quais sempre manteve ligação.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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