O presidente assinou um conjunto de ações que fortalecem a proteção dos biomas, ampliam reconhecimento aos serviços ambientais e impulsionam investimentos em desenvolvimento sustentável.
Marina Silva e Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou, nesta quarta-feira, 10 de junho, um conjunto de ações em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Na ocasião, o presidente destacou que as ações reforçam o compromisso do Governo do Brasil com a preservação e a sustentabilidade.
“O Brasil passa a ser um país com maior credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental”, declarou.
As medidas fortalecem a proteção dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção do desenvolvimento sustentável e da transformação ecológica no país.
As iniciativas incluem a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Uma delas é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.
"Quando me falavam que a gente diminuiu o desmatamento no Pampa, na Caatinga, na Mata Atlântica, no Cerrado e na Amazônia, isso reforçava um compromisso que nós temos de provar ao mundo que somos capazes de ser grandes produtores de alimentos, que somos capazes de ser grandes produtores e criadores de peixes, e de preservar a nossa água e a nossa floresta. A convivência entre essas atividades é compatível”, disse o presidente Lula.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, que assumiu o lugar de Marina Silva, afirmou que, nos últimos três anos e meio, a agenda ambiental deixou de ser restrita à proteção da natureza.
“Ela passou a ocupar um lugar central nas discussões sobre desenvolvimento, competitividade, qualidade de vida, combate às desigualdades e sobre o futuro. Hoje, os efeitos da mudança do clima já fazem parte do cotidiano das pessoas. Por isso, proteger o meio ambiente não é olhar apenas para as próximas gerações, é cuidar das condições de vida das populações brasileiras no presente.”
O decreto sobre o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) estabelece regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais, dispensando a necessidade de convênios, o que promove maior celeridade e efetividade na descentralização de recursos financeiros, fortalecendo a capacidade local de resposta aos incêndios florestais e às demandas relacionadas à proteção animal.
Como condicionante para receber o montante, os entes federativos deverão elaborar seus planos de combate a incêndios em até 18 meses. O texto também abre caminho para a destinação de verba à proteção e ao manejo populacional ético de cães e gatos, mediante adesão ao Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas).
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A afirmação faz referência a um suposto erro do senador, que declarou possuir pós-graduação em Ciências Políticas sem ter.
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