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LULA convoca e COMANDANTES das Forças Armadas vão PARTICIPAR de ato para lembrar do 8/1

Nos bastidores, a solenidade em si também gera controvérsias, pois militares que o evento pode intensificar polarizações, em vez de promover a pacificação entre os grupos políticos no país.

Ricardo Lélis

03 de janeiro de 2025 às 19:17   - Atualizado às 19:17

Lula e os comandantes das Forças Armadas

Lula e os comandantes das Forças Armadas Foto: Ministério da Defesa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou os três comandantes das Forças Armadas para participarem, na próxima quarta-feira (8), da solenidade no Palácio do Planalto em memória aos dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.  

Os comandantes do Exército, general Tomás Paiva, da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, e da Marinha, almirante Marcos Olsen, estarão ao lado dos presidentes do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, na cerimônia marcada por seu simbolismo político.

A presença dos líderes militares ocorre em um contexto de relações delicadas entre o Planalto e as Forças Armadas.

Recentemente, tensões foram agravadas pelo pacote de ajuste fiscal que incluiu cortes nos orçamentos militares, gerando reações como o vídeo divulgado pela Marinha ironizando as medidas.  

Além disso, a conclusão do inquérito sobre a tentativa de golpe de 2023, que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a iminência dos julgamentos dos envolvidos no STF, também criaram atritos. Embora os militares tenham manifestado apoio às investigações, há desconforto com o que consideram excesso de exposição das Forças Armadas nos desdobramentos do caso.  

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Nos bastidores, a solenidade em si também gera controvérsias. Setores das Forças Armadas avaliam que o evento pode intensificar polarizações, em vez de promover a pacificação entre os grupos políticos no país.  

Diferentemente da cerimônia de 2024, que ocorreu no Congresso Nacional com o tema "Democracia Inabalada", o evento deste ano será realizado no Palácio do Planalto, reforçando a intenção de centralizar a narrativa no Executivo. 

Mais de 300 condenados

O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 310 pessoas acusadas de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O número foi divulgado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável pela acusações, no dia 3 de dezembro

De acordo com a procuradoria, 2 anos após os atos, 229 foram condenados como executores dos atos e 81 na condição de incitadores.

As condenações dos executores variam entre 15 anos e 17 anos de prisão, por crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

No caso dos acusados de incitação aos atos, as condenações são de 1 ano de prisão, mas foram substituídas por prestação de serviços comunitários e a presença em um curso sobre democracia. 

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