Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento de retirada de acúmulo de pele (queratose) no couro cabeludo nesta sexta-feira, 24 de abril, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP).
Na unidade de saúde, o presidente também recebeu uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no polegar da mão direita. Lula já havia viajado na noite desta quinta-feira (23) para a capital paulista.
Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, os dois procedimentos são considerados simples. Por isso, não será necessário que ele fique internado. Além disso, não é necessária preparação prévia nem repouso.
O médico responsável por acompanhar a saúde e o bem-estar do presidente, o cardiologista Roberto Kalil Filho, deu detalhes sobre os procedimentos e afirmou que Lula teve uma lesão na pele, que foi retirada e passará por biópsia nos próximos dias.
Kalil também relembrou que essa não foi a primeira vez que Lula passou por esse procedimento. Um ano atrás, o presidente precisou retirar uma lesão muito parecida na região do peito. Ele ainda garantiu que o quadro não irá afetar a pré-campanha de Lula, que tenta mais uma vez se reeleger.
“Não vai atrapalhar o dia a dia da campanha. O máximo que vai acontecer é Lula ter que usar chapéu.”
A queratose, condição que fez o presidente Lula voltar ao hospital nesta sexta-feira (24) é caracterizada pelo acúmulo de queratina, uma proteína que protege a camada externa da pele, mas que pode formar lesões quando produzida em excesso.
No caso do couro cabeludo, a forma mais comum é a queratose actínica, que surge principalmente devido à exposição solar acumulada ao longo da vida.
Essas lesões são como manchas ásperas, escamosas ou pequenas crostas. Mesmo que sejam frequentemente benignas, a medicina as classifica como pré-cancerosas, pois, se não forem tratadas ou removidas precocemente, podem evoluir para um tipo de câncer de pele conhecido como carcinoma espinocelular.
Por isso, a retirada cirúrgica seguida de biópsia é o procedimento padrão para garantir a saúde do paciente e descartar qualquer malignidade.
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