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Lula afirma que Haddad tem 'potencial extraordinário' para ser seu sucessor

Camilo Santana, Rui Costa, Guilherme Boulos, Rafael Fonteles e João Campos também foram citados pelo presidente.

Redação

14 de agosto de 2026 às 14:54   - Atualizado às 14:54

Lula e Haddad.

Lula e Haddad. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira, 14 de agosto, em entrevista a podcasts, que o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, possui potencial para sucedê-lo no comando da esquerda. Lula, porém, afirmou que é preciso mais características de liderança para ele.

"O Haddad é um companheiro de potencial de crescimento extraordinário. Mas precisa de um pouco mais para ser líder", disse o presidente.

Além de Haddad, Lula citou outros nomes para liderar a esquerda depois da sua aposentadoria política. Os mencionados foram os ex-ministros Camilo Santana (PT) e Rui Costa (PT), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

"Temos muita gente boa surgindo. Temos o sucesso do Camilo no Ceará, temos o Rui Costa que foi um belo governador da Bahia, temos o Rafael (Fonteles) do Piauí que é um extraordinário quadro político jovem. Temos figuras com João Campos e o (Guilherme) Boulos", disse ele.

Lula também criticou a falta de lideranças nacionais no Brasil e disse que os únicos recentes com estas características foram ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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"Quem foi liderança nacional mais recente foi eu e o Bolsonaro. O Bolsonaro tem voto em todos os Estados do Brasil. Não é a figura dele, é o bolsonarismo, a extrema direita, muito deles fascistas que se juntaram", declarou o presidente da República.

Lula participou nesta sexta-feira de um podcast com influenciadoras dos programas Não Inviabilize e Cunhãs.

Ao justificar o argumento, Lula citou partidos de centro que possuem lideranças regionais e declarou que falta no Brasil partidos de âmbito nacional.

"O Brasil não tem partido nacional. Não tem o hábito de liderança nacional. As lideranças são locais. O MDB tem o cacique do Ceará, Pernambuco e São Paulo. Não tem lideranças nacionais", disse o presidente.

Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a campanha do presidente deve evitar a participação em debates e entrevista com a mídia tradicional, priorizando a interação do petista com canais digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis.

Estadão Conteúdo

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