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"Levantou a saia e colocou a mão em minhas partes íntimas", diz mulher assediada por Silvio Almeida

O episódio ocorreu em agosto de 2019, segundo a professora e candidata a vereadora, anos antes de ele assumir o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Isabella Lopes

06 de setembro de 2024 às 17:34   - Atualizado às 18:31

Professora Isabel Rodrigues e Ministro Silvio Almeida

Professora Isabel Rodrigues e Ministro Silvio Almeida Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A professora e candidata a vereadora na Câmara Municipal de São Paulo Isabel Rodrigues (PSB) publicou um vídeo na tarde sexta-feira, 6, em seu Instagram no qual ela afirma ter sido vítima de assédio sexual por Silvio Almeida. O episódio ocorreu em agosto de 2019, segundo ela, anos antes de ele assumir o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. O ministro Silvio Almeida ainda não se manifestou sobre o caso.

Isabel diz que, na época, Almeida integrava o Conselho Pedagógico da Escola de Governo, do qual ela também participava. Ela relata que o então professor teria colocado a mão por baixo de sua saia, em suas partes íntimas, durante um almoço em que estavam presentes outros colegas.

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"Sentei do lado dele e não sei por qual motivo ele se achou no direito de invadir as minhas partes íntimas sem o meu consentimento. A violência sexual sofrida há cinco anos foi tema em sessões de terapia. Pensei muitas vezes em denunciar. Não o fiz por vários motivos, e o motivo maior, foi o medo disso voltar contra mim", ela diz.

"Tomei a decisão porque essas mulheres estão sendo julgadas como mentirosas, como fazendo parte de um grupo contra o ministro. Faço essa declaração pública pelo compromisso com a verdade e a justiça. Infelizmente o ministro Silvio de Almeida cometeu violência sexual sim", afirma.

A candidata diz ter se sentido disposta a revelar o caso após Almeida acusar de mentiras as denúncias levadas a ele à ONG Me Too Brasil, que combate o abuso contra mulheres. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, seria uma das vítimas do assédio do ministro, já no governo Lula.

Na medida em que as denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida são decantadas, o ministro se isola cada vez mais na Esplanada dos Ministérios. Desde a última noite, Anielle, uma das supostas vítimas do abuso, vem ganhando cada vez mais demonstrações de apoio.

Da primeira-dama Janja até lideranças femininas e negras importantes da política, como a ministra Cida Gonçalves (Mulheres) e o senador Paulo Paim (PT-RS), as publicações de solidariedade às supostas vítimas que denunciaram os abusos à ONG Me Too Brasil têm se multiplicado.

Estadão Conteúdo 

Silvio é acusado de ter assediado Anielle Franco

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, foi denunciado à organização Me Too Brasil por supostos episódios de assédio sexual contra mulheres. O Me Too Brasil, que acolhe vítimas da violência, confirmou à coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles. A informação foi noticiada no início da noite desta quinta-feira, 5 de setembro.

A coluna contatou a organização após receber denúncias de suposta prática de assédio sexual por Silvio Almeida contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de outras mulheres. Anielle não quis comentar os relatos sobre o suposto assédio contra ela. Procurado, Almeida não respondeu à coluna.

Segundo o Me Too, as mulheres que denunciaram Silvio Almeida pediram anonimato. Indagado se uma destas denunciantes foi a ministra, o Me Too afirmou que não poderia confirmar para não expor supostas vítimas.

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A coluna apurou com 14 pessoas, entre ministros, assessores do Governo Federal e amigos de Anielle Franco, como teriam ocorrido os supostos episódios de assédio a Anielle, que incluiriam toque nas pernas da ministra, beijos inapropriados ao cumprimentá-la, além de o próprio Silvio Almeida, supostamente, ter dito a Anielle expressões chulas, com conteúdo sexual. Todos os episódios teriam ocorrido no ano passado.

O assunto é de conhecimento de vários ministros do governo. A coluna procurou tanto Anielle quanto Silvio Almeida. Ambos não quiseram se pronunciar sobre o tema. O espaço segue aberto para manifestações.

À coluna, o Me Too afirmou que não compartilha as informações de vítimas sem o consentimento delas e da equipe técnica responsável pelo acolhimento.

 

 

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