Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Lei de Alienação Parental tem fim aprovado na CCJ da Câmara; entenda motivos

A anulação da lei vinha sendo exigida por movimentos que lutam pelos direitos das mulheres e meninas.

Gabriel Alves

04 de dezembro de 2025 às 12:06   - Atualizado às 12:06

Criança com bonecos representando pai e mãe.

Criança com bonecos representando pai e mãe. Foto: Freepik

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, na quarta-feira, 3 de dezembro, por 37 votos contra 28, projeto de lei (PL) que revoga a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318 de 2010). Como o projeto tramitou em caráter terminativo, ele segue direto para análise do Senado caso não haja recurso na Câmara.

A alienação parental é considerada a prática de manipulação psicológica da criança por um dos pais ou responsável, de modo a prejudicar a construção de um vínculo dessa criança, ou adolescente, com o outro genitor ou genitora.

A anulação da lei vinha sendo exigida por movimentos que lutam pelos direitos das mulheres e meninas sob o argumento central de que a legislação vinha sendo usada para proteger abusadores e afastar mães do convívio com os filhos.

“Passados 12 anos desde a sanção desta norma, concluiu-se que ela não apenas não gerou os efeitos desejados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa por custódia, como tem sido aplicada de maneira a gerar problemas ainda mais graves que aqueles que pretendia mitigar”, escreveu no parecer a relatora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ).

Segundo a relatora, a  Lei de Alienação Parental vem sendo usada para proteger abusadores de crianças que usam a legislação para retaliar denúncias de maus-tratos de crianças e adolescentes. A deputada acrescentou que peritos e especialistas no combate à violência contra mulheres e meninas das Nações Unidas (ONU) vem pedindo para que o Brasil revogue essa lei.

Veja Também

Carneiro afirma ainda, em seu relatório, que o Ministério Público estima que 70% dos casos de alienação parental são de pais que foram denunciados por mulheres por violência doméstica ou abuso sexual contra elas ou contra as crianças.

A deputada fluminense citou o caso de um menino de oito anos que tentou suicídio por abusos sucessivos do pai.

“A mãe se sente silenciada porque contra ela há uma ação de alienação parental”, disse.

Adiado na CCJ algumas vezes, o debate na sessão de hoje se estendeu por mais de três horas devido a resistência de deputados do Partido Liberal (PL) e da oposição, que alegavam que a Lei de Alienação Parental tem um papel a cumprir.

“Nós devemos reformular essa lei, aprimorá-la e não revogá-la simplesmente retirando do nosso ordenamento jurídico, colocando um limbo de uma lei que, embora tenha inconsistências, problemas que devem ser sanados, ela protege crianças e genitores, independente de sexo, se é mulher, homem, mãe, pai”, argumentou.

TAGS

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

08:40, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

Faixada da Petrobras
Petroquímica

Petrobras abre mão de controlar Braskem e mantém participação minoritária

A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.

mais notícias

+

Newsletter