Gilberto Kassab. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta sexta-feira, 26, que o candidato da centro-direita e da direita à Presidência da República será definido "no momento certo". Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve endossar algum nome em momento oportuno.
A declaração foi feita em conversa com jornalistas durante evento da organização Comunitas, na capital paulista. Kassab ressaltou que será preciso aguardar a decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) - se concorrerá à Presidência ou à reeleição em São Paulo - até abril do ano que vem, prazo limite para a desincompatibilização.
"No campo da centro-direita, que está sendo construído no Brasil, há um cuidado para definir, no momento certo, o melhor candidato possível", disse o secretário.
"Bolsonaro é, indiscutivelmente, um dos grandes líderes políticos (...) Então, no momento oportuno, sua manifestação será muito importante para a decisão final sobre os partidos caminharem juntos no primeiro ou, eventualmente, no segundo turno."
Segundo Kassab, o campo da centro-direita pode estar unido tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Ele avaliou que Tarcísio tem grandes chances de unificar as forças já na largada da disputa.
Caso o governador decida não concorrer, acrescentou, a convergência pode ocorrer em outro momento da eleição.
Questionado se o governador estaria mais inclinado a não disputar a Presidência, Kassab respondeu que Tarcísio tem afirmado isso reiteradamente e destacou que, da parte do PSD, qualquer decisão será respeitada, seja pela reeleição em São Paulo ou por uma eventual candidatura nacional.
O secretário afirmou ainda que o jantar oferecido na última segunda-feira (22) ao governador Ratinho Junior (PSD-PR) não teve conotação eleitoral, já que o encontros teria sido suprapartidário e reuniu lideranças de diferentes legendas. Nos bastidores, há a avaliação de que Kassab estaria trabalhando para impulsionar Ratinho diante dos recuos de Tarcísio.
Sobre a eleição presidencial em 2026, Kassab disse considerar prematuro qualquer prognóstico, mas destacou que confia no futuro da política brasileira, citando uma nova geração de governadores e lideranças "muito bem preparadas" para comandar o País.
Reforçou que Tarcísio tem feito "excelente gestão" em São Paulo e reúne todas as condições para ser um bom candidato à Presidência. Ainda assim, ponderou que o governador tem circunstâncias e compromissos com o Estado e precisa avaliar o cronograma de sua carreira em conjunto com o plano de governo paulista.
Ele não comentou sobre a possibilidade de ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio no ano que vem. O entorno do chefe do Executivo paulista afirma que Kassab não deve ser o escolhido para o posto, apesar de sua clara intenção para tal.
Em relação à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Kassab afirmou que qualquer projeto nesse sentido pode representar um avanço. Ele disse ser a favor de que o tema seja discutido para corrigir excessos que, em sua avaliação, foram cometidos.
Ele declarou apoiar a abertura do debate e associou sua posição à manifestação recente do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, que reconheceu caber ao Legislativo a análise de eventual projeto após a conclusão do julgamento no Supremo.
Estadão Conteúdo
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