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Sertão: caso do homem acusado de matar ex pode pegar, pela primeira vez, pena máxima por feminicídio

Érica Andrielly foi morta em fevereiro de 2025, dentro da própria casa, na Agrovila 35 do Projeto Fulgêncio. O corpo foi encontrado pela avó da jovem, que tinha 21 anos.

Gabriel Alves

02 de dezembro de 2025 às 15:40   - Atualizado às 15:41

Érica Andrielly, que foi morta e Fórum onde ocorrerá julgamento.

Érica Andrielly, que foi morta e Fórum onde ocorrerá julgamento. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O Fórum de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão de Pernambuco, será palco, na quarta-feira, 3 de novembro, a partir das 9h, do julgamento do acusado de matar a jovem Érica Andrielly, de 21 anos. O caso irá ao Tribunal do Júri sob a condução do promotor de Justiça Dr. Lício Pães Rodrigues Filho, que atuará como titular durante a sessão.

Há a possibilidade de ser a primeira vez, no Sertão, que a nova pena máxima prevista para o crime de feminicídio será aplicada. A mudança ocorreu com a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, sancionada em 10 de outubro de 2024.

Érica Andrielly foi morta em fevereiro de 2025, dentro da própria casa, na Agrovila 35 do Projeto Fulgêncio. Relatos apontam que foi a avó da jovem, Dona Lourdes, quem encontrou o corpo da neta, depois de arrombar a porta ao perceber que Érica não respondia às tentativas de contato. A vítima, que sonhava em ser mãe, foi morta a facadas.

O ex-companheiro da jovem é apontado pelas investigações como autor do feminicídio, motivado por ciúmes.

Em nota enviada à imprensa, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) afirmou que não fornecerá nenhum detalhe ou informação prévia sobre a sessão.

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“Qualquer informação sobre o Júri de amanhã (03.12), somente após a conclusão. O MPPE vai elaborar matéria após o julgamento e divulgará”, informou o órgão.

Pensões a filhos de vítimas de feminicídio

A pensão especial para filhos e dependentes menores de 18 anos de vítimas de feminicídio deve começar a ser paga a partir de dezembro. A informação é da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“Temos a previsão de iniciar esse pagamento a partir de dezembro. Vou confirmar, mas o ministro Wolney [Queiroz], da Previdência [Social], que é o órgão responsável por fazer esse pagamento, [definiu] para começar a partir de dezembro.”

 

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Márcia classificou o pagamento como “uma reparação mínima do Estado brasileiro”.

“De fato, é muito trágico. Crianças, adolescentes, jovens até 18 anos perderem a mãe por feminicídio e, às vezes, terem que viver com a avó ou com alguns parentes, mas sem nenhum tipo de renda.”

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