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São João de Petrolina: Ecad entra com ação na Justiça para suspender shows da programação

Segundo o Ecad, a cidade de Petrolina acumula uma dívida de R$ 8 milhões há mais de 20 anos.

Eduarda Queiroz

19 de junho de 2025 às 16:02   - Atualizado às 16:02

São João de Petrolina: Ecad entra com ação na Justiça para suspender shows da programação.

São João de Petrolina: Ecad entra com ação na Justiça para suspender shows da programação. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ingressou com uma ação na Justiça contra a Prefeitura de Petrolina e a empresa Marsom Sonorização Ltda, responsável pela produção do São João 2025, por suposta inadimplência no pagamento de direitos autorais.

A entidade pede a suspensão imediata dos shows programados. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ainda não se manifestou.

Segundo o Ecad, a dívida acumulada pelo município chega a R$ 8 milhões, referente a mais de 20 anos sem pagamento de licenciamento para execução pública de músicas.

A instituição alega que, mesmo com a gratuidade do evento para o público, o uso de obras musicais protegidas por lei exige autorização prévia e pagamento aos compositores.

"Vale acentuar que não se dispondo à prévia liberação das execuções e persistindo nas realizações anuais do evento em referência, tem-se a iminência da violação autoral", diz a petição apresentada ao TJPE.

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O Ecad também solicitou que a Justiça proíba qualquer execução ou radiodifusão de músicas durante os festejos enquanto a prefeitura não apresentar autorização prévia dos autores.

Além disso, exige que o município pague 10% do valor dos contratos firmados com artistas e fornecedores como retribuição autoral.

A gerente regional do Ecad em Pernambuco, Giselle Luz, afirma que a tentativa de diálogo antecedeu a ação.

"Se existe um evento, existem contratações de banda, de palco, de som, de iluminação, que farão todo o movimento na cidade. Todo mundo vai ganhar, desde vendedor ambulante até motoristas de aplicativo. Mas, o compositor não é visto e, sem ele, não existe música", declarou.

"Eles pagam todos os fornecedores e contratações, mas não o compositor. Sem compositor não tem música, sem música não existe banda, sem banda não existe show", reforçou Giselle.

A Marsom Sonorização Ltda afirma que quitou o valor referente aos direitos autorais na manhã da quarta-feira, 18 de junho, dentro do prazo previsto em contrato.

Já a Prefeitura de Petrolina declarou que não reconhece a dívida alegada pelo Ecad e argumenta que os valores em aberto são de gestões anteriores. Segundo a gestão, todos os trâmites legais da edição 2025 estão sendo cumpridos.

O São João de Petrolina segue com shows até domingo (22), com atrações como Wesley Safadão, Gusttavo Lima, Leo Santana e Luan Santana.

De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os contratos de artistas ultrapassam R$ 4 milhões.

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