Segundo a decisão judicial, Lauremília Lucena havia feito acordos com dois chefes da organização, David Sena e Keny Rogeus, buscando apoio nas áreas sob controle de ambos.
Primeira-dama de João Pessoa ao lado do prefeito. Foto: Reprodução
A Justiça investiga a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, por sua suposta participação em um esquema com uma facção criminosa para influenciar as eleições municipais. Ela é acusada de peculato, coação eleitoral e constrangimento ilegal, além de nomear pessoas indicadas pelos criminosos para cargos na prefeitura.
De acordo com a decisão judicial, Lauremília teria feito acordos com dois chefes de facção, David Sena e Keny Rogeus, buscando apoio nas áreas sob controle deles, especialmente com seu marido tentando a reeleição. O esquema incluía ameaças a eleitores e promessas indevidas em troca de votos.
David está foragido, enquanto Keny já teve o mandado de prisão cumprido. A defesa da primeira-dama expressou surpresa e indignação com a prisão preventiva, afirmando que ela nunca foi convocada para esclarecimentos e considerando a decisão da juíza, abusiva. Eles estão buscando a libertação imediata no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.
O prefeito Cícero Lucena, marido de Lauremília, declarou em suas redes sociais que vê a operação como um ataque de adversários próximos das eleições. A defesa da secretária Tereza Cristina também criticou a prisão, alegando violação de direitos fundamentais e falta de fundamentação legal, defendendo que não há evidências novas para justificar a medida.
"Lauremília tem uma vida limpa, é uma benfeitora na cidade e do Estado. Ela provará sua inocência, sendo mais uma vítima de injustiça, assim como Cícero também foi", disse a nota.
A primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, foi presa na manhã do sábado, 28 de setembro, durante a deflagração da Operação Território Livre, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação também resultou na prisão de Tereza Cristina Barbosa Albuquerque, que seria secretária da primeira-dama, e incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Esta ação faz parte da terceira fase da operação, que investiga crimes de aliciamento violento de eleitores e a formação de organizações criminosas relacionadas às eleições municipais.
A Operação Território Livre contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-PB) e teve como base materiais coletados nas fases anteriores. As diligências deste sábado visam complementar as provas sobre os crimes, focando na autoria, materialidade e circunstâncias envolvidas.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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