A vítima, que estava grávida de quatro meses, havia desaparecido no dia 5 de novembro. O corpo foi encontrado na Zona Rural de Sanharó, no Agreste, na quarta (13).
Homem que foi solto após matar Júlia Eduarda Andrade dos Santos, que estava grávida. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A Justiça de Pernambuco soltou, na tarde da quarta-feira, 13 de novembro, Agnaldo Nunes, de 43 anos, suspeito de assassinar a ex-companheira Júlia Eduarda Andrade dos Santos, de 26 anos. (veja vídeo abaixo)
A vítima, que estava grávida de quatro meses, havia desaparecido em São Bento do Una no dia 5 de novembro. O corpo foi encontrado na Zona Rural de Sanharó, no Agreste pernambucano, no dia em que o homem foi preso em flagrante por ocultação de cadáver.
O Ministério Público do Estado (MPPE) pediu a homologação da prisão em flagrante e fosse convertida para preventiva, para que Agnaldo passasse por tempo indeterminado atrás das grades.
A defesa concordou mas pediu liberdade provisória, tendo em vista que o crime de ocultação de cadáver não cabe à prisão preventiva, pois a pena é de três anos. O juiz confirmou a aplicação do flagrante. O imputado também não possui condenações anteriores, sendo posto em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso de feminicídio deverá ser julgado pela vara de São Bento do Una.
Segundo a família da vítima, Júlia havia avisado na manhã do dia que desapareceu, em São Bento do Una, que iria na casa do ex-companheiro pegar uma quantia em dinheiro para realizar um exame de ultrassonografia. Desde então, ela não foi mais vista.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher caminhava sozinha em direção ao local de encontro com o ex, no qual é o principal suspeito de assassinar a jovem.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que o homem, de 43 anos, apontado como autor do crime, foi preso e ficou à disposição da Justiça.
Júlia deixa quatro filhos, com idades de 11, 9, 5 e 4 anos, sendo duas das crianças, portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O corpo foi achado em avançado estado de decomposição e foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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