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Justiça retoma investigação sobre suspeita de irregularidades da gestão João Campos que juiz anulou

O magistrado é pai do candidato envolvido no escândalo do "fura-fila" no concurso da Procuradoria-Geral da capital pernambucana. 

Ricardo Lélis

30 de janeiro de 2026 às 16:45   - Atualizado às 16:45

Prefeito do Recife, João Campos.

Prefeito do Recife, João Campos. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura

A Justiça de Pernambuco determinou a retomada de uma investigação sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas envolvendo contratos da Prefeitura do Recife para a manutenção de prédios públicos. Parte das apreensões realizadas contra empresários investigados havia sido anulada em novembro, três meses após o Ministério Público deflagrar a operação Barriga de Aluguel.

A decisão reverte a anulação promovida pelo juiz Rildo Vieira da Silva, pai do candidato envolvido no escândalo do fura-fila no concurso da Procuradoria-Geral do Recife. 

O magistrado havia sido promovido para a Vara de Crimes Contra o Patrimônio Público da Capital em outubro de 2025, recebeu o processo no dia 6 de novembro e, em poucas horas, anulou todos os atos do inquérito, que havia realizado, com decisão judicial, uma operação de busca e apreensão denominada Barriga de Aluguel, em 14 de agosto.

A retomada da investigação foi determinada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na última quarta-feira (28).

O relator do caso é o desembargador Mauro Alencar de Barros, que acolheu recurso apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado contra a anulação de parte da operação.

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Segundo o Ministério Público, a apuração investiga a existência de uma “organização criminosa dedicada a fraudar licitações e contratos administrativos, desviar recursos públicos e lavar dinheiro”.

De acordo com a investigação, os recursos públicos desviados deveriam ser aplicados na manutenção e recuperação de prédios da Prefeitura do Recife.

Procurada, a Prefeitura do Recife informou que não integra formalmente a investigação e afirmou que “confia na legalidade das contratações da gestão municipal”.

Confira comunicado da Prefeitura do Recife

“O procedimento sob julgamento não tem relação com a Administração Pública e seus agentes e a Prefeitura confia na legalidade das ações e contratações realizadas pela gestão municipal.

Ademais, segundo os autos, a retomada da apuração solicitada por órgãos de controle diz respeito a uma etapa da investigação, que avalia a conduta de um núcleo empresarial. A Prefeitura do Recife não integra, formalmente, o rol de investigação da operação em questão.”

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