A decisão restabelece o direito do ex-presidente ao uso de seguranças, servidores, veículos oficiais e assessores, mesmo durante o cumprimento de pena por tentativa de golpe de Estado.
Ex-presidente, Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR
A desembargadora federal Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), revogou a liminar da 8ª Vara Federal Cível de Minas Gerais que havia suspendido os benefícios concedidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em razão do cargo que ocupou na Presidência da República.
A decisão, proferida em caráter de tutela recursal, restabelece o direito do ex-chefe do Executivo ao uso de seguranças, servidores, veículos oficiais e assessores, mesmo durante o cumprimento de pena por tentativa de golpe de Estado, até que o mérito da questão seja analisado pelo colegiado do tribunal.
Na fundamentação, a magistrada considerou que a suspensão ocorreu de forma “abrupta e integral de todo o aparato” destinado ao ex-presidente, a quem descreveu como “pessoa idosa e com histórico de problemas de saúde, em situação de acentuada vulnerabilidade”.
Segundo Sifuentes, a desmobilização de uma equipe que o acompanha há anos gera uma “descontinuidade” difícil de ser recomposta, mesmo em caso de posterior reversão da decisão.
A desembargadora também destacou que a manutenção do apoio pessoal a Bolsonaro não representa um “ônus desproporcional ao erário”, diante do risco de “dano irreparável à dignidade e ao bem-estar de um ex-dignatário da República”.
Jair Bolsonaro deve passar a virada do ano internado no Hospital DF Star, para acompanhamento pós-operatório da cirurgia e dos procedimentos pelos quais passou nos últimos dias. A indicação é da equipe médica do ex-presidente, que espera que Bolsonaro só tenha alta no dia 1º de janeiro de 2026.
Bolsonaro passou na tarde da segunda, 29 de dezembro, por um procedimento no nervo frênico, para amenizar suas crises de soluço. Após o tratamento, os três médicos que compõem a equipe do ex-chefe do Executivo concederam entrevista coletiva.
"A gente está trabalhando com a hipótese de que, se não houver novas intercorrências, ele fique até quinta-feira", afirmou Cláudio Birolini, médico do ex-presidente.
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O parlamentar estava sendo considerado foragido desde a última semana, quando a Polícia Civil passou a procurá-lo após a expedição de um mandado de prisão.
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