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Em Caruaru, homem é condenado a 83 anos por assassinar ex-companheira e enteada de 10 anos

As investigações indicaram que, após os homicídios, Everaldo Santos tentou forjar um latrocínio. O réu furtou objetos da casa onde o crime ocorreu, em 2023.

Gabriel Alves

25 de novembro de 2025 às 11:38   - Atualizado às 11:38

Mãe e filha que foram mortas e homem responsável pelo assassinato algemado.

Mãe e filha que foram mortas e homem responsável pelo assassinato algemado. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Everaldo Santos Silva foi condenado na segunda-feira, 24 de novembro, a 83 anos e 6 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Caruaru pelo assassinato da ex-companheira, Suilam Mirelle de Almeia, e a enteada de 10 anos, Vitória Tauani, em setembro de 2023. O julgamento se deu no Fórum do município localizado no Agreste de Pernambuco.

A decisão determinou que o réu cumpra a pena em regime fechado. O Tribunal fixou 30 anos de reclusão pela morte de Suilam e 50 anos pelo homicídio da menina. A esses períodos foram acrescentados mais 3 anos e 6 meses de prisão, além de 301 dias-multa, pela prática de furto de objetos da casa onde o crime aconteceu.

Suilam e a filha foram encontradas mortas dentro da residência na noite de 11 de setembro de 2023. A perícia concluiu que ambas foram estranguladas, possivelmente um dia antes da descoberta. Everaldo, que havia sido marido de Suilam e era padrasto de Vitória, foi preso em flagrante no dia seguinte.

As investigações indicaram que, após os homicídios, o réu tentou forjar um latrocínio. Para isso, retirou pertences da residência e espalhou indícios que simulavam um assalto, numa tentativa de desviar a linha de apuração policial.

Após ser detido, Everaldo participou de audiência de custódia em 12 de setembro de 2023 e, por decisão judicial, permaneceu preso preventivamente na Penitenciária Juiz Plácido de Souza até ser levado a júri. A Defensoria Pública, responsável pela defesa, afirmou que conseguiu excluir quatro acusações que haviam sido apresentadas inicialmente pelo Ministério Público.

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De acordo com o órgão, após cerca de quatro meses de convivência, o casal desistiu da adoção antes da conclusão do processo judicial, sem apresentar justificativas adequadas.

Segundo o MP, ignorando orientações técnicas da equipe responsável pelo caso, os adultos deixaram a criança no Fórum de forma "degradante, cruel e violenta", sem explicar ao menino o motivo da ruptura.

O menor só percebeu o abandono após a saída do casal, momento em que começou a chorar e foi amparado por profissionais do Fórum.

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