Homem é condenado por dar voadora em idoso Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do idoso César Fine Torresi, morto após ser atingido por uma voadora no peito em Santos, no litoral de São Paulo.
O julgamento foi concluído na madrugada desta quarta-feira (14), no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.
O crime ocorreu no dia 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida. De acordo com o boletim de ocorrência, o neto da vítima, então com 11 anos, relatou que atravessava a rua entre os carros junto com o avô, já que o trânsito estava parado.
Nesse momento, Tiago teria freado o veículo de forma brusca, fazendo com que o idoso se apoiasse no capô. Em seguida, o acusado desceu do carro e desferiu o golpe contra César.
A sessão do Tribunal do Júri teve início por volta das 13h30 de terça-feira (13) e se estendeu até a madrugada do dia seguinte, em razão do grande número de testemunhas ouvidas durante a audiência.
Durante o julgamento, a defesa solicitou a desclassificação do crime de homicídio qualificado para lesão corporal seguida de morte.
A tese, no entanto, foi rejeitada pelos jurados que compuseram o Conselho de Sentença, que reconheceram a prática de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A pena aplicada foi agravada em um terço pelo fato de o crime ter sido cometido contra pessoa maior de 60 anos. Além da condenação criminal, a juíza Patrícia Álvares Cruz fixou o valor mínimo de R$ 300 mil a título de indenização por danos causados aos herdeiros de César Fine Torresi.
O homicídio aconteceu em 10 de novembro de 2023, no bairro Enéas, em Patrocínio (MG). Valdir estava caminhando na calçada quando foi agredido.
Imagens de câmeras de segurança captaram o momento do ataque, no qual Valdir caiu e bateu a cabeça violentamente contra o chão. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu dentro da ambulância a caminho do hospital.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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