Deolane Bezerra. Foto: Reprodução/G1
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira, 18 de setembro, o um novo pedido de liberdade da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, investigada por lavagem de dinheiro e possível envolvimento com jogos ilegais.
A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva e contestou a proibição de manifestação em redes sociais e na imprensa.
Propôs também substituir a prisão por outras restrições judiciais, caso a preventiva fosse mantida. O desembargador Otávio de Almeida Toledo, responsável pela decisão, justificou que o STJ não pode intervir no momento, pois o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ainda não concluiu o julgamento sobre as medidas cautelares impostas e violadas.
Com isso, é esperado que a defesa da influenciadora tente um novo pedido de liberdade ao TJPE.
Portanto, o habeas corpus não prosseguirá no STJ. Em 13 de setembro, um pedido similar já havia sido recusado.
Deolane Bezerra foi detida em Recife no dia 4 de setembro, em operação contra uma organização criminosa. Após ser liberada, sua prisão domiciliar foi revogada em 10 de setembro por não cumprir as medidas cautelares, incluindo uma entrevista não autorizada à imprensa.
Atualmente, ela se encontra na Colônia Penal Feminina de Buíque, isolada das outras detentas, devido ao presídio superlotado.
A defesa da advogada e influencer Deolane Bezerra e de sua mãe, Solange, que estão presas preventivamente desde a quarta-feira, 4 de setembro, foi substituída.
Inicialmente, a ex-BBB Adélia Soares estava cuidando do caso, mas, foi trocada pelos advogados Rafael Adamek e Luiz Eduardo Monte, do Distrito Federal.
A nova equipe já protocolou um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, na terça-feira, 17 de setembro, para as duas presas por suposta integração em uma organização criminosa de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Deolane havia conseguido prisão para o regime domiciliar, mas assim que saiu, descumpriu uma medida cautelar, falou com jornalistas, e voltou para o cela.
"Foi uma prisão criminosa, cheia de abuso de autoridade por parte do delegado. [...] Eu não posso falar sobre o processo. Eu fui calada", disse Deolane ao sair da cadeia.
As medidas para a prisão domiciliar eram:
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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