Advogado João Neto e momento da agressão. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeituira
A Justiça de Alagoas condenou o advogado e influencer João Neto, de 47 anos, a quatro anos e dois meses de prisão por lesão corporal contra a ex-companheira, Adriana Bernardo Santos. A sentença também determina o pagamento de uma indenização no valor de R$ 40 mil. A decisão, publicada na terça-feira, 3 de junho, ainda cabe recurso.
O juiz Robério Monteiro, do 2º Juizado de Combate à Violência Doméstica em Maceió, assinou a condenação. A unidade é especializada em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, João Neto cumprirá a pena em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica, já que o Estado de Alagoas não possui estrutura para o regime semiaberto.
O advogado ficou preso por 29 dias e deixou o sistema prisional após decisão favorável à adoção de medidas cautelares. Desde então, ele segue monitorado eletronicamente.
João Neto é advogado criminalista e acumula milhões de seguidores nas redes sociais, onde comenta casos jurídicos e compartilha momentos da vida pessoal.
O advogado e influenciador João Neto, preso sob suspeita de agredir sua ex-companheira em Maceió, passou mal ao ser transferido do Presídio Militar para a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira, na noite do dia 17 de abril. Ele precisou ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da capital alagoana.
Segundo informações da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), após o atendimento na UPA, o advogado foi conduzido para uma avaliação cardiológica no Hospital Geral do Estado (HGE), recebendo alta médica logo em seguida.
João Neto estava preso no Presídio Militar porque tinha apresentado um documento militar, mas não houve confirmação que - de fato -, ele era militar. Por isso, ele estava sendo transferido para a Penitenciária Baldomero Cavalcanti, em Maceió.
A defesa do advogado confirmou que ele sofre de problemas cardíacos, mas que já se recuperou.
“No que diz respeito ao processo judicial em curso, informamos que este escritório tem adotado todas as medidas cabíveis, estando o referido processo sob segredo de justiça”, completa a nota.
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No recurso, o tribunal alegou que o pagamento não pode ser suspenso antes de o Congresso aprovar regras para definir quais verbas indenizatórias podem ser admissíveis
Muitos pacientes sequer tinham condições de arcar com os valores cobrados e contraíram dívidas para fazerem os pagamentos pleiteados, diz o Ministério Público na denúncia.
Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a medida deve ocorrer nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.
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