Felipe neto e Julia Zanatta. Foto: Montagem Portal/Divulgação
A Justiça do Rio de Janeiro tornou o influenciador digital Felipe Neto réu por injúria e difamação após insinuar que a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) faz apologia ao nazismo por usar uma coroa de flores na cabeça.
Em uma postagem feita nas redes sociais, no dia 13 de junho de 2024, Felipe afirmou que "a tiara de flores na cabeça é tida por muita gente como um símbolo de apologia ao nazismo".
Na ocasião, o youtuber declarou que, apesar de Zanatta negar essa relação, a deputada "curiosamente" não utilizou a coroa de flores quando falou no parlamento europeu.
A queixa-crime foi aceita pela 41ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro após recomendação do Ministério Público.
"A publicação foi feita com clara intenção de associar Júlia ao movimento nazista, incutindo a ideia e que o uso da tiara de flores por Júlia, sua marca registrada desde a época da campanha eleitoral, seria apologia ao movimento nazista, com evidente intuito de macular a honra da parlamentar, atribuindo-lhe pechas com o objetivo de prejudicar o exercício de seu mandato, bem como de ferir sua dignidade e reputação", diz a denúncia feita por Zanatta.
Afastamento da política
Em fevereiro deste ano, Felipe Neto afirmou que não iria mais usar as suas redes sociais para falar sobre política. Ele pontuou na ocasião que precisava focar em si mesmo e em seus projetos.
O influenciador relatou que o último ano foi marcado por conflitos e dificuldades decorrentes de sua militância, o que o levou a repensar sua trajetória.
"Esse ano decidi fazer algumas mudanças. Sinto que minha vida tinha mudado de estrada, para uma estrada que eu nunca quis entrar. Estava como se fosse na contramão, numa rua que levava para o caminho errado", explicou.
Neto também revelou que suas declarações políticas afetaram sua carreira e seu faturamento. Afinal, segundo o influenciador, suas posições causaram um distanciamento do mercado publicitário, resultando na perda de contratos com agências e marcas.
"O fato de eu ter passado os últimos anos em um gigantesco embate político, vocês sabem qual foi a consequência disso. Eu não apareci em nenhum momento. Por quê? Porque as agências não trabalham mais comigo. Isso é um fato. E tudo bem. Foi o preço que paguei para poder lutar a luta que eu lutei", afirmou.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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