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Joel da Harpa denuncia no MP ação educativa do Projeto "Bora Vencer", de Pedro Campos

A denúncia aponta suposta falta de zelo e respeito durante uma atividade pública, na qual participantes teriam sido expostos a conteúdo considerado inapropriado.

Isabella Lopes

20 de outubro de 2025 às 14:56   - Atualizado às 14:59

Joel da Harpa e Pedro Campos.

Joel da Harpa e Pedro Campos. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura e Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado estadual Joel da Harpa protocolou, nesta segunda-feira, 20 de outubro, uma representação no Ministério Público contra o Projeto Bora Vencer, coordenado pelo deputado Pedro Campos.

A denúncia aponta suposta falta de zelo e respeito durante uma atividade pública, na qual participantes teriam sido expostos a conteúdo considerado inapropriado.

De acordo com o documento, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o deputado Pedro Campos interagindo com estudantes durante a ação, cantando e dançando músicas com letras de teor sexual. Segundo Joel da Harpa, a situação seria incompatível com o caráter educativo do evento.

“O que era para ser um momento pedagógico transformou-se em espetáculo de mau gosto e desrespeito com crianças e adolescentes. É um absurdo expor alunos a conteúdo claramente sexualizado em uma atividade que se diz educativa”, afirmou o parlamentar.

A denúncia cita que a ação foi realizada em parceria com a Secretaria de Juventudes do Ministério da Educação e teria ocorrido durante atividade voltada à preparação de jovens para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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O documento menciona possíveis violações na atitude do parlamentar pode configurar violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), notadamente os arts. 5º e 17, que garantem o respeito à dignidade, honra e integridade moral dos menores.

  • A exposição de adolescentes a conteúdo inapropriado e sexualizado, em espaço público e promovido por figura pública, pode caracterizar crime previsto no art. 241-E do ECA, além de configurar possível improbidade administrativa (caso tenha havido uso de recursos públicos ou violação de decoro).
  • A conduta ainda poderá ser enquadrada como apologia à violência contra a mulher, em desacordo com os princípios da Lei Maria da Penha e da Lei nº 11.340/06.

As autoridades devem avaliar se houve exposição indevida dos estudantes e se o episódio pode caracterizar improbidade administrativa, em caso de uso de recursos públicos, ou afronta às normas de decoro.

letra inclui expressões como:

  •  “a safada ligou pra mim, doidinha pra se envolver”;  
  •  “prepara a boceta que hoje tu vai levar botada”;  
  •  “toma na cara piranha safada”
  •  além de outras frases que vulgarizam a figura feminina, promovem a hipersexualização de mulheres e contêm palavrões e conotação de violência sexual.

 

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