Prefeito também ampliou em 25% o número de cargos comissionados e funções gratificadas no município, porém propôs apenas R$ 1 de aumento no vale alimentação dos trabalhadores efetivos.
João Campos propõe aumento de 1% para servidores. Foto: Divulgação
A gestão do prefeito João Campos (PSB) em Recife tem sido alvo de críticas nos últimos dias. A polêmica surgiu após o chefe do Executivo municipal propor um reajuste de apenas 1% aos servidores públicos da cidade, em meio à greve liderada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Recife, que tem o vereador Osmar Ricardo (PT) como presidente.
A proposta foi recebida com indignação por parte da categoria, que cobra valorização e melhores condições de trabalho.
O anúncio do reajuste mínimo provocou a realização de protestos. Os trabalhadores alegam que a proposta não cobre sequer a inflação do período e consideram o aumento uma afronta à categoria. Além disso, o prefeito também sugeriu um aumento de R$ 1 no vale alimentação.
O clima de insatisfação aumentou após virem à tona informações sobre decisões recentes do prefeito em relação a cargos de confiança e salários da alta cúpula da administração.
Logo após ser reeleito para um novo mandato, João Campos encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que previa um reajuste de 33% nos salários de seus secretários. A proposta foi aprovada pelos vereadores do Recife.
Além do aumento nos salários do alto escalão, o prefeito também ampliou em 25% o número de cargos comissionados e funções gratificadas na estrutura administrativa do município.
Internautas e lideranças sindicais têm usado as redes sociais para denunciar o que consideram incoerência na condução da política de pessoal da prefeitura.
Os protestos vêm ganhando força nas ruas e nas redes. Em frente à sede da Prefeitura do Recife, servidores têm realizado atos com faixas e cartazes que denunciam a desigualdade no tratamento entre o alto escalão e os trabalhadores do serviço público. Entre as palavras de ordem mais repetidas está a cobrança por justiça salarial e respeito à categoria.
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A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
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