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João Campos: "Não há ninguém nomeado por sobrenome ou parentesco. Isso não existe"

Prefeito do Recife deu satisfação sobre o caso do concurso na noite da quinta-feira, 1º de janeiro, na primeira missa do ano no Morro da Conceição.

Redação

02 de janeiro de 2026 às 09:24   - Atualizado às 09:25

Prefeito João Campos, deputada Tabata Amaral e vice prefeito Victor Marques.

Prefeito João Campos, deputada Tabata Amaral e vice prefeito Victor Marques. Foto: Vanessa Alcântara

Na noite de quinta-feira, 1º de janeiro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), negou ter beneficiado parentes de integrantes do sistema de Justiça no concurso público para procurador do município, realizado em 2022. As informações são da Folha de Pernambuco.

A declaração ocorreu após a primeira missa do ano, no Santuário do Morro da Conceição, na Zona Norte da capital pernambucana, em meio à repercussão do caso que envolve a classificação de candidatos na lista destinada a pessoas com deficiência.

João Campos afirmou que a Prefeitura do Recife não realizou qualquer tipo de mudança de nota, alteração de ordem ou interferência baseada em sobrenome, parentesco ou vínculos familiares.

"Não há nenhuma decisão de mudança de nota, de passar na frente, não é isso. Não tem ninguém nomeado em função de nome, sobrenome ou parentesco. Isso não existe. Isso é uma ilação. Não existe isso de forma nenhuma, em nenhum concurso da prefeitura", declarou.

"Estou absolutamente tranquilo. Não tem nenhuma dificuldade com absolutamente nada. E só reforçando, toda a decisão tomada do ponto de vista técnico, com base em laudos da Justiça Federal do Trabalho, dando a capacidade de recorrer do ponto de vista administrativo. A  partir do momento em que o candidato que se sentiu prejudicado apresentou um recurso, de forma imediata foi apreciado", continuou.

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A polêmica teve início após a divulgação do resultado do concurso, quando Lucas Vieira Silva, classificado originalmente na 63ª colocação geral, apresentou um laudo médico que indicava diagnóstico de autismo. Com isso, Lucas passou a figurar como o primeiro colocado na lista de vagas reservadas a pessoas com deficiência, as chamadas vagas PCD.

A mudança na classificação gerou contestação por parte de Marko Venicio dos Santos Batista, advogado com deficiência física que havia conquistado a primeira colocação na lista de PCD antes da reavaliação. Após a revisão, Marko Venicio ficou na segunda posição e entrou com recurso administrativo contra a decisão. A Procuradoria do Recife analisou o pedido e decidiu acatar o recurso apresentado pelo candidato.

Após a análise, a Prefeitura do Recife reviu o resultado e nomeou Marko Venicio dos Santos Batista como procurador municipal. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município na última quarta-feira (31). João Campos destacou que a administração municipal garantiu o direito ao recurso e avaliou o caso de forma imediata, respeitando os trâmites administrativos e legais previstos.

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